terça-feira, 11 de outubro de 2011


Um perfume de aprovação

“E perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a 


Deus, e os outros presos os escutava.” (Atos 16.25).

O capítulo 16 de Atos mostra Paulo tendo uma visão (v.9) que o 


levou a concluir que Deus desejava usá-lo na Macedônia. Ele e 


Silas em obediência para lá partiram e durante o tempo em que lá 


estiveram se dedicaram em oração, pregação do evangelho e 


batismos (v.13-15). E ainda libertaram uma jovem (v.16-23) de 


espírito de adivinhação. Este bem realizado gerou naqueles 


exploradores e o resultado foi Paulo e Silas sendo presos (v16-23).


Prisão é uma palavra que resumiria em: um lugar (ou situação) 


que dificulta a movimentação e de onde não conseguimos sair 


sozinhos. Você se encaixa nisto? Você está em uma prisão?


A Bíblia traz muitas promessas. Uma delas é que neste mundo 


passaríamos por muitas aflições (Jo 16.33). Entretanto, é melhor 


que soframos fazendo a vontade de Deus (I Pe 3.17). Paulo e Silas 


estavam totalmente no centro da vontade de Deus.


Eu já estive em muitas “prisões”. Mesmo fazendo a vontade de 




Deus. Situações que envolvem injustiça, violência, calúnias, 


difamação, solidão, etc. Passamos por uma ou outras dessas 


prisões. Paulo e Silas viveram todo esse mal em um único dia. O 


que me chama a atenção é o comportamento deles. Totalmente 


presos (até seus pés estavam amarrados a um tronco (v.24), mas 


seus corações estavam livres. A limitação humana deles era total, 


mas suas almas estavam voando alto!


Dentro daquela prisão, o que eles fizeram? Oraram! Você tem 


orado em meio às suas aflições? Podemos pedir oração a quem 


quisermos, mas precisamos pagar nosso próprio preço de clamar a 


Deus (I Ts 5.17). Também louvaram a Deus. Você tem conseguido 


cantar? A Bíblia nos encoraja a manter uma atitude contínua de 


adoração em períodos de espera (Sl 71.14). E mais, fica nítido que 


eles mantiveram a comunhão um com o outro.  O que nos leva a 


refletir o que eles não fizeram na prisão. Nós não Silas dizendo: 


“Paulo, sua boca grande nos trouxe aqui”. Eles não se acusaram, 


não murmuraram, não negaram Jesus, não blasfemaram. Eles não 


perderam a cabeça!


Jesus foi claro: Vocês serão afligidos. Encare isso como testes. E a 


exemplo da escola, espiritualmente elas têm hora para começar e 


terminar. Vamos sair de toda injustiça. A questão é se sairemos 


aprovados ou reprovados. E isso será determinado pelo fruto que 


produzimos lá.


Somos vistos por Deus e observados pelas pessoas. Os presos 


escutavam as orações e os louvores de Paulo e Silas. E não ouviam 


qualquer discussão entre eles. O que Deus (e as pessoas) tem 


escutado sair de nossas bocas nos tempos de ? O que 


tem sido visto em nós nesses dias? Qual o cheiro que está 


subindo? Um perfume suave de uma vida que adora a Deus em 


espírito e em verdade ou um fedor de carne estragada?


Nossa vida é toda para Deus (RM 14.8). Somos uma oferta 


constantemente entregue no altar. (Rm 8.36). Se a oferta é boa, o 


perfume é suave e agradável às narinas de Deus!


Sei que quando alguém que nos faz qualquer tipo de mal, o 


impulso é esbraveja toda a ira. Que quando Deus parece 


indiferente às nossas dores, sobra até para Ele a nossa amargura. 


Mas sei também que nenhuma tentação justifica nossa queda, 


uma vez que elas não vão além de nossas forças (I Co 10.13).


Você saíra da prisão. Seus momentos difíceis terão fim. Mas qual 


será o saldo da sua experiência? Aquele que confia no Senhor, 


mesmo no “ano da sequidão” não para de dar frutos (Jr 17.7-8). Podemos frutificar 


nos dias mais difíceis de nossas vidas.


Quando o cheiro doce de nossa vida é agradável aos olhos de 


Deus e sobe em meio as lutas, mais do que receber a vitória sobre 


elas, recebemos aprovação de Deus. Quanto a  eu não 


tenho escolha, mas ser aprovado, depende de mim.


Nos dias mais difíceis de sua história, não espante as pessoas com 


um mau cheiro de amargura e até ressentimento. Seja como 


Paulo e Silas, faça subir uma fumaça de adoração como estilo de 


vida, até os mais altos dos céus.


A resposta será poderosa: “ E de repente sobreveio um tão grande 


terremoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e logo se 


abriram todas as portas, e foram soltas as prisões de todos. “ (Atos 16.26).

Carinhosamente em Cristo Jesus,

Andressa Deborah Tibúrcio Vieira

sábado, 8 de outubro de 2011

O diabo lhe prova.


                              O diabo nos prova

   Assim como fez com Eva, sugerindo que desobedecesse a Deus, o diabo, prova á fé, a fidelidade, o amor e a honestidade dos crentes, faz de tudo para o cristão cair, colocando tentações e sugerindo a prática do pecado.
O crente recebe sugestões de satanás na mente, a carne tem suas fraquezas (Tiago 1:13-), o espírito renovado dentro do homem sugere santidade, portanto condena a prática do pecado, a alma tem suas vontades, ativando uma batalha na mente, mas a alma vai se inclinar para o lado que estiver mais em evidência, o lado espiritual, onde Deus age, ou o lado da carne, que não é mais escrava do pecado, mas se não for controlada, acaba pecando. O resultado dessas batalhas, é que determinam as nossas ações; ações de santidade ou de pecado.
Podemos vencer estas batalhas, renovando nossas mentes, praticando o que o Apostolo Paulo ensinou aos

Filipenses 4.8 “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”.

A libertinagem que o mundo prega, os valores deturpados, a ética equivocada, sexo liberado, sensualidade explícita, filosofias da liberalidade e a promiscuidade levam o homem a cometerem pecados a todo momento. Sendo influenciados pelas mídias, novelas, programas, ongs liberais, músicas e até o teatro tem mudado,  tem ficado cada vez mais erótico e pornográfico.

O mundo está repleto das ruínas do que eros prometeu mas não foi capaz de fornecer.
Jill Briscol

II aos Coríntios 10:3-6 “ Porquanto, embora vivendo como seres humanos, não lutamos segundo os padrões deste mundo.
4 pois as armas da nossa guerra não são terrenas, mas poderosas em Deus para destruir fortalezas!(pensamentos errados)
5 Destruímos vãs filosofias e a arrogância que tentam levar as pessoas para longe do conhecimento de Deus, e dominamos todo o pensamento carnal, para torná-lo obediente a Cristo.
6 E estaremos preparados para repreender qualquer atitude rebelde, assim que alcançardes a perfeita obediência”. ( versão Rei King James, Edição de Estudo).

Os pensamentos filosóficos da liberdade mundana, não pode ser confundidos com a liberdade que existe quando estamos em Cristo. A nossa liberdade é a de sermos livres de vícios, de opressões, das condições criadas pelo mau, das maldições, das impurezas.

Muitos cristãos estão sendo enganados por pessoas que insistem em dizer que a solução para todos os seus problemas estão na fidelidade dos dízimos, nas ofertas, nos envelopes, nos sacrifícios em dinheiro. Mas ainda  existem muitos homens de Deus que esclarecem e ensinam que a fidelidade é no nosso agir, postura de cristãos irrepreensíveis.
Não adianta muito, pessoas fazerem votos de sacrifício em envelopes, se elas dão lugar ao diabo. Mesmo que seja uma pequena brecha, de qualquer pessoa, o inimigo vai entrar e acabar com qualquer tipo de conquista. A igreja tem suas ações anuladas porque a maioria do corpo de Cristo ainda obedece alguma sugestão ou doutrina que pertence ao inimigo.
A fidelidade à Deus é determinante para tomarmos posse do que já é nosso. O povo de Deus só vai usufruir plenamente de bênçãos quando pararem de encher as igrejas procurando ser abençoados e encher a si mesmo do Espírito de Deus. “enchei-vos do Espírito...”
Pessoas que querem cura, bençãos, orações fortes de pastores, conforto ou paz podem até receber um momento de alívio, mas a plenitude de vida são acrescentadas somente aos que buscam o reino de Deus e sua justiça e a serem justos.
Ser justo não é fazer sacrifícios de penitencia, humilhação e obras de caridade, ninguém consegue ser justo pelas obras.  Todos que querem ser abençoados dessa forma, sempre terão que buscar de novo, fazer novos sacrifícios e viverão de livramento em livramento. Mas os que se revestem de Cristo, passam a ter a obra de justificação  validada em sua vida, e nunca mais terão sede.  Quando fazemos obras de caridades são para praticarmos o amor, não para nos tornarmos justos.
Aceitamos Jesus como Salvador, mas temos que tê-lo como Senhor de nossas vidas e dedicarmos toda nossa fidelidade a Ele com sacrifício racional que a submissão de nossos corpos as coisas do espírito.
Se os pastores aprendessem para ensinarem o verdadeiro significado do dízimo, as pessoas dizimariam e ofertariam muito mais e ainda seriam muito mais abençoadas. O povo de Deus precisa urgente sair debaixo de opressão do diabo e de pastores que os chamam de ladrões quando não entregam os dízimos ou quando não ofertam; necessitam serem ensinadas, a se desprenderem dos bens materiais, a semear, a plantar com o coração, não por obrigação. O dízimo e a oferta é uma adoração e nós sabemos que adoramos a Deus em espírito, porque Deus é Espírito.
Buscar primeiro o reino de Deus também é abençoar a obra de Deus e ao nosso próximo, inclusive este mandamento também é para os pastores e liderança. Vamos dizimar amando a obra do Pai.

Estou convencido de que não há assunto sobre o qual a consciência cristã esteja mais mal-informada do que o da contribuição.
Samuel Chadwick

A Bíblia ensina que antes de dizimarmos temos que procurar acertar com pessoas que tenha algo contra nós. Assim você vê que tem coisas que vem primeiro.

Na minha Bíblia “Edição de Estudos do Rei King James” consta em seu comentário teológico na nota de rodapé comentando Mateus 9:13: “O maior e mais agradável sacrifício (holocausto) para Deus é nosso amor sincero, sem restrições e em plena fé. A enfermidade da qual todos padecemos, inclusive muitos religiosos e líderes cristãos, é a distância do mais verdadeiro e puro amor (em grego: agape) ao Senhor (1Jo 4.16) e aos nossos semelhantes. Jesus pede que os doutores em teologia, filosofia, direito e ética da época, voltem às Escrituras, leiam atentamente Oséias 6.6, especialmente na edição grega do AT, a Septuaginta (CERCA DE 260 A.C.) e entendam que Ele não estava pactuando com o pecado, mas salvando todos aqueles que reconhecem nele o Messias, o Filho de Deus.”
 
O crente só vai viver na plenitude se for íntegro, se buscar conhecimento, com amor sincero, zeloso para com os mandamentos Divinos. Vale a pena permanecer na obediência a Deus.
Você fala em Linguas? Você tem muito conhecimento? Você cumpre todos os votos? Você adquire punhadinho da terra de Israel? Você tem um pouco da água suja do rio Jordão? Você tem a pulceirinha da vitória? Você tem o sabonete do descarrego? Você tem o travesseiro de Jacó? Você tem uma rosa milagrosa? Você tem o carnê da benção? Sem fidelidade com santidade, você não tem muita esperança.
Perda de tempo buscar coisas, fazer sacrifícios e não buscar intimidade com o Pai. Amar a Deus primeiramente é obedecer.
Dizer que ama não é amar. O amor vem de dentro e é verdadeiro. Buscar Deus, não é esperar que Ele lhe seja útil.


O inimigo vai querer neutralizar nossas vidas, criando maneiras que parecem inofensivas, mas que por trás está moldando o homem conforme seus planos sutis.
Os ataques vão acontecer, o diabo vai lançar os dardos inflamados, mas se estamos revestidos de Cristo, não nos fará dano algum. Não é sermos revestidos por rezas, e rituais protetores, é proteção pessoal do poder do Pai manifestando para ajudar o filho obediente, é uma acréscimo a sua vida de obediência ao Deus que vê e está presente em todos os lugares. O diabo vê uma armadura brilhante que lhe veste, armadura espiritual, também vê um anjo fazendo sinal negativo com o dedo indicador para ele, dizendo: “Não vem não.  Você vai se dar mal se vier”.

Pr. Vagner Vieira


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Trecho do livro: O Jesus que eu não conhecia. De Fhilip Yancey

                                                                             
   Estou convencido de que, para esses santos negligenciados, os quais aprenderam a antecipar e a desfrutar de Deus apesar das dificuldades da vida na terra, o céu parecerá mais com um retorno para o lar há muito aguardado do que uma visita a um novo lugar. Na vida deles, as bem-aventuranças tornaram-se reais. Para as pessoas que foram apanhadas pela dor, em lares desfeitos, no caos econômico, no ódio e no medo, na violência — para essas, Jesus oferece uma promessa de um tempo, mais longo e mais substancial do que este tempo na terra, de saúde e de inteireza, de prazer e de paz. Um tempo de recompensas.

A grande inversão. Com o tempo aprendi a respeitar e até a esperar as recompensas que Jesus prometeu. Mesmo assim, essas recompensas se encontram em algum lugar no futuro, e as promessas pendentes não satisfazem as necessidades imediatas. Ao longo do caminho, cheguei a crer que as bem-aventuranças referem-se ao presente também, além do futuro. Precisamente contrapõem o sucesso no reino do céu ao reino deste mundo.
J. B. Phillips traduziu as bem-aventuranças que se aplicam ao reino deste mundo:

Felizes os “intrometidos”: pois subirão a postos elevados no mundo.
Felizes os que têm pavio curto: pois nunca permitirão que a vida os machuque.
Felizes os que se queixam: pois conseguem fazer o que querem no final.
Felizes os blasés: pois nunca se preocupam com os seus pecados.
Felizes os escravizadores: pois obterão resultados.
Felizes os homens notáveis deste mundo: pois se aproveitam das circunstâncias.
Felizes os perturbadores: pois são notados pelos outros.1

A sociedade moderna vive por regras de sobrevivência dos mais capacitados. “Aquele que morre com mais brinquedos é o vencedor”, diz a frase de um pára-choque. Da mesma forma a nação com as melhores armas e com o maior PIB. O proprietário dos Chicago Bulls apresentou um resumo compacto das regras que governam o mundo visível na ocasião da aposentadoria (temporária) de Michael Jordan. “Ele está vivendo o sonho americano”, disse Jerry Reinsdorf. “O sonho americano é atingir um momento na vida em que não é preciso fazer nada que você não queira e em que pode fazer tudo o que quer.”
Esse pode ser o sonho americano, mas sem dúvida não é o sonho de Jesus conforme revelado nas bem-aventuranças. As bem-aventuranças expressam com bastante clareza que Deus avalia este mundo por um conjunto de lentes. Deus parece preferir os pobres e os que choram, à Loteria Federal e aos supermodelos que se divertem na praia. É estranho, Deus pode preferir a América Latina do Centro e do Sul à praia de Malibu, e Ruanda a Monte Carlo. Na verdade, poder-se-ia colocar um subtítulo no sermão do monte, não a “sobrevivência dos mais aptos”, mas o “triunfo das vítimas”.
Diversas cenas nos evangelhos apresentam um bom quadro do tipo de pessoas que impressionou Jesus. Uma viúva que colocou seus últimos dois centavos como oferta. Um desonesto cobrador de impostos tão arrasado pela ansiedade que subiu em uma árvore para ter uma visão melhor de Jesus. Uma criança sem nome, sem descrição. Uma mulher com uma fileira de casamentos infelizes. Um mendigo cego. Uma adúltera. Um homem com lepra. A força, a boa aparência, as boas relações e um instinto competitivo podem trazer o sucesso para uma pessoa em uma sociedade como a nossa, mas são exatamente aquelas qualidades que bloqueiam a entrada no reino do céu. A dependência, a tristeza, o arrependimento, um anseio de mudar — esses são os portões para o reino de Deus.
“Bem-aventurados os pobres de espírito”, disse Jesus. Um comentário traduz para “Bem-aventurados os desesperados”. Não tendo a quem buscar, os desesperados se voltam para Jesus, o único que pode oferecer a libertação por que anseiam. Jesus realmente cria que uma pessoa pobre de espírito, ou chorosa, ou perseguida, ou faminta e sedenta da justiça tem uma “vantagem” especial sobre o restante de nós. Talvez, apenas talvez, a pessoa desesperada clame a Deus pedindo ajuda. Nesse caso, essa pessoa é verdadeiramente bem-aventurada.
Os estudiosos católicos cunharam a expressão “a opção de Deus pelos pobres”, em referência a um fenômeno que encontraram no Antigo e no Novo Testamento: a parcialidade de Deus para com os pobres e os prejudicados. Por que Deus destacaria os pobres para atenção especial em detrimento de qualquer outro grupo?, eu ficava imaginando. O que “faz os pobres merecerem a preocupação de Deus? Recebi ajuda nessa pergunta de uma escritora chamada Monika Hellwig, que faz uma lista das seguintes “vantagens” de ser pobre:
1.    Os pobres sabem que têm premente necessidade de redenção.
2.    Os pobres reconhecem não apenas sua dependência de Deus e de gente poderosa como também sua interdepen­dência uns dos outros.
3.    Os pobres depositam a segurança não nas coisas, mas nas pessoas.
4.    Os pobres não têm um senso exagerado de sua própria importância e nenhuma necessidade exagerada de privaci­dade.
5.    Os pobres esperam pouco da competição e muito da coope­ração.
6.    Os pobres conseguem distinguir entre necessidade e luxo.
7.    Os pobres podem esperar, porque adquiriram uma espécie de paciência obstinada nascida de uma dependência reconhecida.
8.    Os temores dos pobres são mais realistas e menos exage­rados, porque já sabem que a pessoa pode sobreviver a grandes sofrimentos e necessidades.
9.    Quando os pobres ouvem a pregação do evangelho, ele soa como boas novas e não como uma ameaça ou repre­ensão.
10. Os pobres podem reagir ao apelo do evangelho com certo abandono e com uma inteireza descomplicada porque têm tão pouco a perder e estão prontos para tudo.

Em suma, não por escolha própria — podem intensamente desejar o contrário —, as pessoas pobres encontram-se em uma postura que se encaixa na graça de Deus. Em sua condição de necessidade, de dependência e de insatisfação com a vida, podem dar boas vindas ao livre dom do amor de Deus.
Como exercício voltei à lista de Monika Hellwig, substituindo a palavra “pobres” pela palavra “ricos”, e alterando cada frase para o seu inverso. “Os ricos não sabem que precisam prementemente de redenção... Os ricos não depositam a confiança nas pessoas, mas nas coisas...” (Jesus fez uma coisa parecida na versão de Lucas das bem-aventuranças, mas essa parte recebe muito menos atenção: “Mas ai de vós, os ricos! Pois já tendes a vossa consolação...”.)
A seguir, tentei uma coisa ainda mais ameaçadora: substituí “ricos” pela palavra “eu”. Revendo cada uma das dez declarações, perguntei-me se minhas próprias atitudes se pareciam mais com as dos pobres ou com as dos ricos. Reconheço facilmente minhas necessidades? Rapidamente dependo de Deus e das outras pessoas? Onde fica a minha segurança? Estou mais pronto a competir ou a cooperar? Posso distinguir entre necessidades e luxos? Sou paciente?
As bem-aventuranças me parecem boas novas ou uma espécie de repreensão?
Quando fiz esse exercício comecei a perceber por que tantos santos voluntariamente se submetem à disciplina da pobreza. A dependência, a humildade, a simplicidade, a cooperação e um senso de abandono são qualidades grandemente prezadas na vida espiritual, mas extremamente fugidias para as pessoas que vivem no conforto. Podem existir outros caminhos para Deus mas — ah! — são difíceis, tão difíceis como um camelo se espremendo pelo buraco de uma agulha. Na grande inversão do reino de Deus, os santos prósperos são muito raros.
Não creio que os pobres sejam mais virtuosos do que qualquer outra pessoa (embora tenha descoberto que são mais compassivos e com freqüência mais generosos), mas são menos inclinados a fingir que são virtuosos. Não têm a arrogância da classe média, que pode habilmente disfarçar seus problemas sob uma fachada de justiça própria. São mutuamente mais dependentes, porque não têm escolha; precisam depender dos outros simplesmente para sobreviver.
Agora vejo as bem-aventuranças não como divisa protetora, mas como profundas perspectivas dentro do mistério da existência humana. O reino de Deus vira a mesa. Os pobres, os famintos, os que choram e os oprimidos de fato serão bem-aventurados. Não, naturalmente, por causa de seu estado de infortúnio — Jesus passou grande parte da vida tentando remediar esses infortúnios. Antes, são bem-aventurados por causa de uma vantagem inata que têm sobre os mais privilegiados e auto-suficientes. As pessoas ricas, com sucesso e belas podem muito bem passar pela vida descansando em seus dotes naturais. As pessoas que têm falta de tais privilégios naturais, uma vez desqualificadas para o sucesso no reino deste mundo, têm simplesmente de se voltar para Deus no momento da necessidade.

Os seres humanos não admitem prontamente o desespero. Quando o fazem, o reino do céu se aproxima.



A realidade psicológica. Mais recentemente, passei a ver um terceiro nível nas bem-aventuranças. Além de Jesus oferecer um ideal para lutarmos por alcançar, com recompensas cabíveis em mira, além de virar a mesa de nossa sociedade viciada em sucesso, também estabeleceu uma fórmula simples de verdade psicológica, o nível mais profundo da verdade que conhecemos na terra.
As bem-aventuranças revelam que aquilo que sucede no reino do céu também nos beneficia mais nesta vida aqui e agora. Levei muitos anos para reconhecer esse fato, e apenas agora estou começando a entender as bem-aventuranças. Elas ainda me fazem tremer toda vez que as leio, mas assustam porque reconheço nelas uma riqueza que desmascara minha própria pobreza.
Bem-aventurados os pobres de espírito [...] Bem-aventurados os mansos. Um livro como Intellectuals (Os intelectuais), de Paul Johnson, apresenta com minúcias convincentes tudo aquilo que sabemos ser verdadeiro: as pessoas que elogiamos, aquelas com as quais tentamos competir e as que apresentamos na capa das revistas populares não são as satisfeitas, as felizes, as equilibradas que possamos imaginar. Embora as personagens de Johnson (Ernest Hemingway, Bertrand Russell, Jean-Paul Sartre, Edmund Wilson, Bertoldt Brecht etc.) sejam consideradas vencedoras por qualquer padrão moderno, seria difícil reunir um grupo mais infeliz, mais egomaníaco e mais corrompido.
Minha carreira de jornalista me tem proporcionado oportuni­dades de entrevistar “astros”, mesmo dos grandes times de futebol da Liga Americana de Futebol, atores do cinema, músicos, autores de best-sellers, políticos e personalidades da TV. Essas são as pessoas que dominam a mídia. Nós as bajulamos, vasculhando-lhes minucio­samente a vida: as roupas que usam, a comida que comem, as trilhas de corrida que seguem, as pessoas que amam, o dentifrício que usam. Mas posso dizer que, em minha limitada experiência, descobri que o princípio de Paul Johnson continua verdadeiro: nossos “ídolos” são o grupo de pessoas mais infelizes que já conheci. Muitos têm casamentos problemáticos ou desfeitos. Quase todos são incuravelmente dependentes da psicoterapia. Numa grande ironia, esses heróis maiores que a própria vida parecem atormen­tados pela dúvida acerca de si mesmos.
Também passei tempo com pessoas a que chamo “servos”. Médicos e enfermeiras que trabalham entre os últimos párias, pacientes com lepra na Índia rural. Um graduado de Princeton que dirige um abrigo para os sem-teto de Chicago. Trabalhadores da área médica que abandonaram empregos altamente remunerados para atuar em alguma cidadezinha do Mississippi. Assistentes sociais na Somália, no Sudão, na Etiópia, em Bangladesh e em outros depósitos do sofrimento humano. Os PhDs que conheci no Arizona, agora espalhados pelas selvas da América do Sul traduzindo a Bíblia para línguas obscuras.
Eu estava preparado para honrar e admirar esses servos, para considerá-los exemplos inspiradores. Não estava preparado para invejá-los. Mas agora, quando reflito sobre os dois grupos lado a lado, astros e servos, os servos claramente sobressaem como favorecidos e agraciados. Sem dúvida, preferiria gastar tempo entre os servos a gastá-lo entre os astros: possuem qualidades de profundidade e de riqueza e até mesmo alegria que não encontrei em nenhum outro lugar. Os servos trabalham por pouco pagamento, longas horas e sem aplausos, “desperdiçando” seus talentos e habilidades entre os pobres e iletrados. De alguma forma, entretanto, no processo de perder a vida, a encontram.
Os pobres de espírito e os mansos são realmente abençoados, creio agora. Deles é o reino dos céus, e são eles que herdarão a terra.
Bem-aventurados os puros de coração. Durante um período de minha vida em que lutava contra a tentação sexual, encontrei um artigo que me levou a um livrinho, What I believe [Em que creio], de um escritor católico francês, François Mauriac. Surpre­endeu-me que Mauriac, homem idoso, dedicasse considerável espaço para discutir sua própria concupiscência. Ele explicava: “A idade avançada arrisca-se a ser um período de redobrada tentação, porque a imaginação de um homem velho substitui de maneira horrível o que a natureza lhe recusa”.
Eu sabia que Mauriac entendia de concupiscência. Viper’s tangle [A teia da víbora] e A kiss for the leper [Um beijo no leproso], romances que o ajudaram a ganhar o prêmio Nobel de literatura, descrevem a concupiscência, a repressão e a angústia sexual tão bem como nada mais que tenha lido. Para Mauriac, a tentação sexual era um campo de batalha conhecido.
Mauriac descartou a maior parte dos argumentos a favor da pureza sexual que aprendeu em sua educação católica. “O casamento vai curar a concupiscência”: não no caso de Mauriac, como para muitos outros, porque a concupiscência implica a atração de criaturas desconhecidas e o gosto da aventura e dos encontros fortuitos. “Com a autodisciplina, consegue-se dominar a concupiscência”: Mauriac descobriu que o desejo sexual é como uma maré enchente bastante poderosa para acabar com todas as melhores intenções. “A verdadeira satisfação só pode ser encontrada na monogamia”: isso pode ser verdade, mas certamente não parece verdade para alguém que não encontra alívio da absoluta necessi­dade sexual mesmo na monogamia. Assim, ele avaliou os argumentos tradicionais a favor da pureza e descobriu que são incompletos.
Mauriac concluiu que a autodisciplina, a repressão e os argumentos racionais são armas inadequadas para lutar contra o impulso da impureza. No fim, ele encontraria apenas um motivo para ser puro, e é o que Jesus apresentou nas bem-aventuranças: “Bem-aventurados os puros de coração, pois eles verão a Deus”. Nas palavras de Mauriac: “A impureza nos separa de Deus. A vida espiritual obedece a leis tão verificáveis quanto as do mundo físico [...] A pureza é a condição para um amor mais elevado — para a posse acima de todas as outras posses: a de Deus. Sim, isso é o que está em jogo, e nada menos”.
 Philip Yancey

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Sacrifício Irracional Cristão.


Sacrifício Irracional


É muito difícil essa vida de Cristão, é uma vida de confusão e incertezas. A igreja está marchando para um céu conquistado por sua fidelidade nos sacrifícios dos envelopes, nos cumprimentos dos votos e ritualismos da prosperidade. Mas nas mentes das pessoas, essa é a única forma de agradar a Deus, sendo fieis nos votos. O engano é por não conhecerem a Verdade, só Ela poderá libertá-los das mãos dos mercadores da fé.

Pessoas humildes, senhoras e senhores sem instrução, pessoas de várias camadas da sociedade, mas que são oprimidas pelos demônios, por doenças, por dívidas, falta de paz e lhes sobram humilhações, procuram um alívio em Cristo, mas são enganadas e ensinadas erradamente a se desfazerem da maldição e doenças fazendo um sacrifício de fé.

Os pastores mercenários descobriram que é mais fácil para as pessoas doarem algo material do que doarem a si mesmos.
Está difícil tirar as mulheres da frente das novelas imundas, desprenderem os homens dos programas com mulheres seminuas de domingo. Está difícil barrar tanta imoralidade e sedução das roupas provocantes e sensualidade explícita deste século. As pessoas pararam de achar imoral certos comportamentos e a Igreja que deve ser imaculada, está sucumbindo a tanta oferta de satisfação das concupiscências. A liberalidade chegou aos escolhidos, a filosofia cristã se perdeu quanto ao parâmetro de santidade que não pode ser pensada ou estudada, mas praticada por sabermos com veemência sua totalidade. Cristo é nossa filosofia. Fonte de sabedoria, fonte de amor, fonte de conhecimento, a nossa busca.
Deparei-me com um acontecimento lastimável há poucos dias. Estava eu perto de algumas pessoas que estavam conversando e uma delas se manifestou dizendo que estava na hora de ir porque avia de ir à igreja, eu então perguntei somente por curiosidade que igreja essa pessoa congregava, ela me deu uma resposta inesperada: “Vou à igreja “tal” (não vou revelar o nome), mas lá não é muito bem uma igreja de crente, essas coisas, é só pra ajudar um pouco, aliviar a tensão, lá não exige nada é só pra ir mesmo.”
Fiquei sem palavras.
Essa pessoa deixou de conversar com seus amigos porque existia nela um compromisso com a igreja. Mas não havia um senso de compromisso com Cristo. Talvez nem soubesse o que estava fazendo ali. Assim são muitas pessoas que se sentem bem em ouvir poucas coisas sobre Deus, mas não o conhecem. Igual a Jó que conhecia Deus só de ouvir falar. Sem experiências pessoais.
Buscar intimidade com Deus agora é buscar ser abençoado, quanto mais abençoado, mais próximos de Deus estaremos, é o que pregam. O padrão estabelecido agora é o da prosperidade e o da cura, se é prospero ou foi curado, esse agradou a Deus. Os que conquistam bênçãos, os que satisfazem seus desejos são os que merecem respeito e são chamados para darem testemunhos de como Deus agiu em suas vidas.
Aqueles que buscam santidade, que buscam unção, dons espirituais, vida irrepreensível estão na contra mão do modismo da vã religião praticada por grandes e influenciáveis igrejas.
O argumento de que está dando certo o que está acontecendo nestas igrejas, que Cristo está operando, que há pessoas sendo abençoadas, que há pessoas sendo curadas e que pessoas estão deixando de serem oprimidas, impulsionam e até encorajam mais praticantes.
Eu até concordo que está dando certo, porque estão alcançando seus propósitos, tanto os pastores mercenários quanto as pessoas que querem coisas.
A Bíblia nos ensina que onde abundou o pecado super abundou a graça. Onde há muita gente problemática, há necessidade de mais graça.
Deus é amor, há em Deus a plenitude do amor que age na vida das pessoas de tal forma, que quando alguém o invoca, mesmo que seja para conquistar algo, Deus o socorre.
As pessoas não estão buscando o Deus de todas as coisas, não estão buscando o Reino de Deus, não estão buscando Deus, estão sim é buscando as coisas de Deus, esse pecado é ignorado por Deus por sua tamanha misericórdia. Mas não é ignorado pelo diabo, ele aproveita da falta de conhecimento dessas pessoas e entra no lugar, na brecha e destrói todas as suas conquistas, oprimindo-as, obrigando-as buscarem novamente e a viverem de livramento em livramento e não de glória em glória.  
A Bíblia deixa muito claro que não devemos viver buscando coisas, porque todas as bênçãos vem como acréscimos a obediência e obediência na vontade de Cristo, em buscar primeiramente o Reino e sua Justiça.
Muitos já estão petrificados na prática errada porque nasceram e receberam estudos intencionados para condicionar seus comportamentos. Não conhecem nada diferente do que estão vendo, perecem por não conhecerem nada melhor, um nível mais alto na espiritualidade. É assim e pronto, dizem.
Servir a Deus nesses moldes não é preciso santidade, basta substituí-la por votos e sermos fieis em cumpri-los.
A igreja está sendo orientada a substituir o sacrifício racional pelo irracional.
O Apóstolo Paulo ficaria chocado com isso. Para Paulo que aprendeu do próprio Jesus o evangelho puro, ver o que está acontecendo seria uma afronta.
Paulo nos ensina nas cartas que o sacrifício que agrada a Deus é o de se manter puro, sacrifício de dominar sua carne, de dominar as concupiscências de permanecer irrepreensível em toda a maneira de viver.
Uma vida santa, sempre observando as leis de Deus, andar em amor, não cair na carne, buscar conhecimento de Deus, vida de oração e comunhão deve ser nossa busca, mesmo que isso seja para alguns um sacrifício.
Os ensinamentos de Paulo estão sendo substituídos pelos ensinamentos dos mercadores.
A oração é fundamental para nossa comunhão, não uma oração de pedidos, mas uma conversa com seu Criador com teor de agradecimentos.
Jesus disse que tudo que pedirmos em Seu Nome Ele fará, Pedro nos garante que se lançarmos sobre Ele nossa ansiedade somos assistidos. Basta isso, descansarmos em Deus, ter fé o suficiente para acreditar nessa promessa.
Fé para ser bem direto é: acreditar em Deus.
Creia que a graça já providenciou o que as pessoas tem se sacrificado para obter.
Não se confunda mais, Jesus ama muito a todos, quer o melhor para cada um de nós, busque conhecimento da Palavra e viva a liberdade que há em Cristo.
Oséias 6: “Pois misericórdia quero, e não sacrifícios; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos”.


Pr. Vagner Vieira

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Realmente somos filhos.


Somos Filhos de Deus.

Quando o diabo tomou tudo o que Deus deu ao homem, inclusive seu domínio sobre todas as coisas, Deus não poderia deixar ficar assim, porque os planos de Deus não podem ser frustrados, o plano original do Criador não podia falhar. Então Deus criou uma forma de chegar ao homem caído e mudar a situação, pôs o plano em prática sendo executado por Seu Filho e por Ele mesmo, tirando o homem da velha natureza e nos dando nova natureza, a de Deus, a natureza original; o próprio Deus se achegou ao homem, isso é graça, é misericórdia de Deus. Deus nos amou primeiro.
O efeito do pecado na vida do homem não dominava Jesus, Jesus não praticou o primeiro pecado. Jesus era um cidadão no mundo, mas não do mundo, estava em um corpo, mas não era dominado pela carne. A maldição da descendência de Adão não dominava Jesus, por ter nascido sem pai terrestre, e nascendo de uma virgem. Consta, conforme estudos históricos e da Bíblia, que Maria era uma jovem temente a Deus, portanto, sem pecados. Apesar de ser 100% homem, Cristo não guardava em seu DNA o pecado de Adão. Tanto que Ele teve que se entregar para a morte se fazendo pecado por nós. Jesus não se contaminou com esse mundo, nEle não chegou a maldição dos descendentes de Adão, porque Jesus não pecou.
Jesus se fez maldito assumindo nosso erro e a injustiça acometida a Jesus foi feita justiça para nós, não se pode cobrar dos que vierem após Cristo, o preço da maldição que nEle sobreveio quando pendurado no madeiro, já foi pago. Morremos para a descendência de Adão e nascemos para sermos filhos de Deus, não com a natureza do passado mas com a natureza de Deus. Podemos dizer que nós somos hoje, descendência de Jesus, porque nascemos de novo, quando alguém nasce não tem passado, morremos para o mundo e ressuscitamos com Cristo para Deus, Trocamos de reino, saímos do reino das trevas e fomos transportados para o reino do filho do seu amor.

II Pedro 1.4 “Pelas quais Ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo”.

Deus fez uma nova aliança com o ser humano, que passou a ser considerado por Deus como seus filhos novamente, bastando o homem aceitar o sacrifício de sangue que foi feito pelo Filho de Deus, o Cordeiro de Deus, que tirou o pecado do mundo, trazendo de volta a condição de sermos filhos de Deus.

Em I João 3.1-2 lemos um texto muito esclarecedor, “Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai: que fossemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não conhece a Ele.
2- Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando Ele se manifestar, seremos semelhante a Ele; porque assim como é O veremos”.

Aos Gálatas 4.6-7 podemos ler: “E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama : Aba, Pai.
7- Assim que já não é mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo

Já que somos filhos de Deus, podemos viver realmente como filhos do Rei, do Criador da Terra e tudo que há nela, somos filhos do dono do ouro e da prata e do governante de todo o universo.
Não precisamos reivindicar, é só buscarmos o Reino de Deus e sermos fieis, que todas as bênçãos nos serão acrescentadas. JÁ SOMOS FILHOS.

Vocês não estão só

Missionária, Missionários, vocês que estão sendo criticados pela ousadia em levar a Palavra verdadeira e eficaz para libertação do oprimido, não se esqueçam que é maior O que está com vocês. A verdade, assim como a Luz só incomoda a mentira e a escuridão. o Senhor nos deu espírito de ousadia e não de medo.
Sejam firmes, práticos e ousados sempre. Deus diz sim e amém para as intenções e práticas puras e com propósitos de saquear o inferno sem esperança de retorno material.

Pr. Vagner Vieira

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Trecho do livro A Unção de Benny Hinn. Sobre Jesus.


                                        Jesus, o Eu Sou

   O Espírito Santo é o admirável Consolador, Conselheiro e Ajudador, aquele que foi enviado pelo Pai e pelo Filho a fim de estar com, em e sobre o povo de Deus, quando Jesus ascendesse ao céu. E a gloriosa terceira pessoa da Trindade tem o propósito primário de nos revelar o Senhor Jesus Cristo. Na qualidade de Espírito da Verdade, ele toma as realidades de Jesus e as revela àqueles que quiserem ouvir, ver e seguir. Enquanto escrevo a respeito da presença e da unção do Espírito Santo, você nunca deve perder de vista o Senhor Jesus. Essas bênçãos extraordinárias nos são dadas para que você possa conhecer, amar e servir o Senhor. Portanto, quero dedicar algum tempo para meditarmos sobre quem é Jesus, a fim de que você possa entender melhor a vasta importância do assunto deste livro.
O compositor de hinos disse no antigo coro intitulado O Senhor da Glória:
Ele é o Senhor da Glória; ele é o grande EU SOU O Alfa e o Ômega, o começo e o fim. Seu nome é Maravilhoso, Príncipe da Paz, Pai Eterno; por toda a eternidade.


Jesus é a mais plena revelação de Deus. O começo e o fim. O primeiro e o último. A causa e o término. O Amém.
Disse ele: "Eu sou a vida eterna". De eternidade a eternidade — Jesus.
Talvez você pergunte: "Senhor, o que veremos no céu?"
"Eu serei o seu foco de atenção." "Que faremos no céu?" "Adorar-me-ão para sempre." "Que ouviremos no céu?" "Tudo quanto eu lhes revelar." "Que é o céu?" "Minha criação para vocês."
Jesus é o centro de tudo. Somente ele é o "EU SOU O QUE SOU". É isso que está envolvido na vida de quem está "em Cristo". Uma vez que alguém seja salvo, está em Cristo para sempre. Fica revestido de sua vida. Fica revestido com o Princípio e o Fim, com o Alfa e o Ômega.
Por longo tempo, não fui capaz de compreender como Deus poderia dizer alguma coisa e isso ficar estabelecido para sempre. Mas é isso que a Bíblia diz: "Para sempre, ó Senhor, está firmada a tua palavra no céu" (Sl 119.89). Deus profere a palavra e ela fica fixa. O tempo não a afeta. Ela é eterna.
Jesus é a Palavra. O que ele diz é a verdade.
Sem ele, a história não tem significado; de fato, sem ele não há história. Não há causa e nem há conclusão.
A humanidade inteira pergunta: "Quem sou eu? Por que estou aqui? Para onde estou indo?" Quem, por que e para onde? Cristo é a resposta para todas essas três perguntas.

Grande Significado

Como você está percebendo, a declaração de que "Ele é o grande EU SOU" tem profundo significado. Lembra-se? Moisés perguntou a Deus: "Qual é o teu nome?" E quem respondeu? O Anjo do Senhor, Jesus. E ele respondeu: "Eu Sou".
Quem? "EU SOU".
Paulo, escrevendo acerca do Senhor Jesus, em Colossenses 1.16, 17, disse:

Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades: tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele.

Por causa disso foi que Moisés pôde dizer aos filhos de Israel que entrassem no mar e o atravessassem. E o mar dividiu-se, deixando-os passar. Você não pode ouvi-lo? "Como foi que ele fez isso?" O EU SOU falou. "Dize aos filhos de Israel que marchem". Então Moisés estendeu a sua vara, e o mar dividiu-se em dois — não por causa da vara, mas por causa do EU SOU.
Elias também falou, e fogo caiu do céu. Mas é que o EU SOU tinha falado.
Um dia, uma jovem de Nazaré, sem saber o que haveria de aconte­cer, viu um anjo que lhe disse, virtualmente: "Maria, o Verbo de Deus está prestes a tornar-se um bebê em teu ventre!"
"Como pode ser isso? Por favor, explique." "Não posso explicar tudo." "Ajude-me a entender." "Não posso."

Ninguém pode entender. As palavras são por demais limitadas para explicar a infinitude. Tudo quanto podemos compreender — e isso de­pois de os acontecimentos terem todos ocorrido — é que o Ilimitado resolveu limitar-se, transformando-se em um ser humano. Ele sairia do corpo de Maria e ela seguraria nos braços um bebê chamado Jesus. Mas Jesus não era o seu nome inteiro. Porque esse nome significa "Sal­vador" ou "Salvação", mas na verdade ele era o EU SOU.
Foi-nos dado um nome para chamá-lo, "Jesus". É assim que nor­malmente chamamos o EU SOU. Por isso mesmo, o nome de Jesus está acima de todo outro nome. Mas a questão é: Como ele era chamado antes de ter-se feito carne humana? Ele era chamado de o Princípio e o Fim, o Alfa e o Ômega, e antes mesmo disso, o EU SOU.
Tendo-se feito carne, andou por este mundo.

Aquele em Quem Tudo Subsiste

De cada vez em que você move um braço, está dizendo: "Jesus está vivo". Você não poderia mover o seu braço, sem a energia que Ele criou. Ele é o poder que conserva o seu coração batendo. Ele é a força que mantém viva a sua carne.
Pense só nisso. Paulo ensinou que Jesus, o EU SOU, é o poder que mantém os átomos em funcionamento. Caso ele desse um passo para trás, então o mundo inteiro, incluindo o seu braço e o seu coração, sim­plesmente se desintegrariam. Examine o trecho de Hebreus 1.3. O Filho de Deus conserva em existência todas as coisas, mediante a sua palavra poderosíssima. -
Os cientistas têm afirmado que alguma força mantém juntos todos os corpos e toda a natureza. O crente pode dizer aos cientistas qual é o nome dessa Força.
Por favor, atente na magnitude daquilo que estou dizendo. Alguém criou este maravilhoso planeta chamado Terra; e, então, esse Alguém veio a este mundo como homem e andou nele. Ele é grande o bastante para criar este grão de poeira, dentro do vasto universo de sua criação e, então, conservá-lo enquanto anda nele.
E se isso não bastar, pense em si mesmo como um grão de poeira, que está vivendo neste outro grão de poeira (a Terra), e, então, reflita sobre o ilimitado Criador de tudo, que resolveu viver em você. E também resolveu salvá-lo. Por quê? EU SOU.
Sim, esse Alguém veio a este mundo, e quando os líderes da nação de Israel, onde ele decidira viver, iraram-se com ele e disseram: "Somos filhos de Abraão", ele replicou suavemente: "Antes que Abraão existis­se, EU SOU".
"Blasfêmia!", bradaram eles. "Não, EU SOU."
"Como podes ser o EU SOU, se tens apenas trinta anos de idade?" "EU SOU."
Diante disso, algum tempo mais tarde, crucificaram-no. Mas não sabiam que a morte não consegue retê-lo, mesmo porque ele é quem detém a morte. E nem sabiam como o sepulcro não era capaz de retê-lo, porque ele retém o sepulcro.
E foi assim que ele ressuscitou dentre os mortos e continua a dizer até hoje: "EU SOU".

  Muitas pessoas ateias ou de varias religiões diferentes são bem sucedidas e todas elas tem algo em comum, e claro, não é religião, elas ac...