Jesus, Fonte de Sabedoria

O melhor louvor é aquele que é realizado o tempo todo, 24 horas por dia.

O livro que o diabo não quer que você leia. Leia e saia do comodismo religioso.


Kenneth E. Hagin





A
Autoridade
Do Crente











A AUTORIDADE DO CRENTE



ORIGINAL: "THE BELIEVER'S AUTHORITY"
Kenneth Hagin Ministries



Traduzido do Original em Inglês
"The Believer's Authority"
por Lilian Nascimento



Índice

Prefácio
1.  As Orações de Paulo........................................   1
2.  O Que é Autoridade.........................................   7
3.  Assentados com Cristo.....................................   11
4.  Desfazendo o Poder do Diabo..........................   19
5.  Exercitando Autoridade...................................   27
6.  Ressuscitado Com Cristo.................................   45
7.  As Armas de Nossa Batalha............................   51
8.  Autoridade Sobre Espírito Demoníacos
e Não Sobre a Vontade Humana............................   55


PREFÁCIO

Nos idos de 1940, perguntei a mim mesmo: "Temos uma autoridade da qual não temos conhecimento - que não descobrimos - de que não estamos nos utilizando?"
Tivera, vez por outra, lampejos de autoridade espiri­tual. Como muitos outros tropeçará nela e a exercitará sem saber o que estava fazendo. Ponderei: "Está o Espí­rito de Deus tentando mostrar-me algo?" Foi então que comecei a estudar, a pensar, a me alimentar sempre nes­sa direção - e comecei a ver com mais e mais clareza.
Um artigo no The Pentecostal Evangel (O Evangelho Pentecostal) me ajudou no estudo das palavras "poder" e "autoridade". Então, casualmente, chegou-me às mãos um maravilhoso panfleto entitulado A Autoridade do Crente escrito por John A. MacMillan, um missionário à China que posteriormente veio a editar The Alliance Weekly. (O panfleto foi republicado há alguns anos e pode ser adquirido de Christian Publications, Camp Hill, Pennsylvania.)
Como resultado de meus estudos, cheguei à conclu­são de que nós, como Igreja, temos uma autoridade na terra da qual nunca tomamos plena consciência - autori­dade que não estamos usando.
Alguns de nós mal tem tocado nas orlas dessa auto­ridade, antes, porém, da volta de Jesus, haverá um gran­de grupo de crentes que se levantará com a autoridade que lhe pertence. Saberão do que lhes cabe por direito e farão a obra que o Senhor pretendia que fizessem.

Kenneth Hagin




  

CAPÍTULO 1
As Orações de Paulo

A autoridade do crente é revelada de forma mais am­pla no livro de Efésios do que em qualquer outra epís­tola escrita às igrejas. Por ser este livro baseado em Efésios, seria bom que os primeiros três capítulos fos­sem lidos repetidas vezes.
Você notará que há orações cheias da unção do Espí­rito no final do primeiro e terceiro capítulos. Entretanto, Paulo não fez essas orações apenas em intenção da Igre­ja em Éfeso. Elas se aplicam a nós hoje tanto quanto àqueles crentes de Éfeso, por terem sido dadas pelo Es­pírito Santo.

EFÉSIOS 1:16-20
16.  Não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações,
17.  Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da Glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação;
18.  Tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos,
19.  E qual a sobre-excelente grandeza do seu poder so­bre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder;
20.  Que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dos mor­tos, e pondo-o à sua direita nos céus...

EFÉSIOS 3:14-19
14.  Por causa disto me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo,
15.  Do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome,
16.  Para que, segundo as riquezas da sua glória, vos con­ceda que sejais corroborados com poder pelo seu Espí­rito no homem interior;
17.  Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações; afim de, estando arraigados e fundados em amor,
18.  Poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altu­ra, e a profundidade,
19.  E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o en­tendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus.

O momento decisivo de minha vida chegou quando repeti essas orações para mim mesmo por mais de mil vezes. Comecei fazendo uma leitura em voz alta, a par­tir do primeiro capítulo. Usando o pronome "eu" todas as vezes em que Paulo disse "vós"; tornei-as bem pes­soais.
Por exemplo, lendo Efésios 3:14-17 eu dizia: "Por esta causa me ponho de joelhos diante do Pai de meu Se­nhor Jesus Cristo, de quem toma o nome toda família, tanto no céu como na terra, para que segundo a riqueza da sua glória me conceda que seja fortalecido com po­der, mediante o seu Espírito no homem interior; e assim habite Cristo no meu coração pela fé..."
Passei muito tempo fazendo essas duas orações, ajoe­lhado no altar da última igreja que pastoreei no Texas. Deixava minha Bíblia aberta diante de mim nessas ora­ções e as repetia silenciosamente, várias vezes por dia. Às vezes, falava à minha esposa que eu ia ao templo para orar e não queria ser incomodado, a não ser numa emer­gência. Algumas vezes permaneci em oração por dois ou três dias seguidos.
Fiquei nesse processo por mais ou menos seis meses durante o inverno de 1947-48. Então recebi a primeira coisa pela qual orava. Eu pedia o "espírito de sabedoria e revelação" (Efésios 1:17), e este começou a se manifestar. Comecei a enxergar coisas na Bíblia que nunca ha­via visto antes. Simplesmente começaram a se abrir para mim.
Progredi mais no meu crescimento espiritual e no co­nhecimento da Palavra naqueles seis meses do que em 14 anos de ministério e em mais 16 anos como cristão.
Essa foi uma das minhas maiores descobertas espiri­tuais.
Disse à minha esposa: "O que é que eu ando pregan­do? Era tão ignorante a respeito da Bíblia que fico ad­mirado pelo fato dos diáconos não me terem procurado para me chamarem a atenção."
Temos que ter esse espírito de sabedoria e revelação de Cristo e de Sua Palavra, se quisermos crescer. Isso, entretanto, não nos será dado através de nosso intelecto. Deve ser-nos desvendado pelo Espírito Santo.
Freqüentemente, pessoas querem saber como orar pe­los irmãos em Cristo. Se começarem fazendo essas ora­ções registradas em Efésios, verão os resultados na vida daquelas pessoas. Sugiro que façam as mesmas orações em seu favor também.
Anos atrás eu orava desta forma duas vezes ao dia, de manhã e à tarde, em favor de um membro de minha família que necessitava desesperadamente de cura. Pare­cia, no entanto, que ele não podia alcançar o que a Bí­blia ensina acerca da cura divina.
Quando estava orando, incluí o nome desta pessoa nas orações, como havia feito anteriormente com o meu. De­corridos dez dias ele me escreveu uma carta dizendo: "Es­tou começando a perceber certas coisas como nunca havia acontecido antes." (No instante em que você começa a agir de acordo com a Bíblia, as coisas acontecem.)
Foi surpreendente a rapidez com que meus familiares se transformaram desde que comecei a orar por eles, de acordo com as Escrituras. (Já havia intercedido por eles durante anos, sem resultado algum)

EFÉSIOS 6:12
Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, contra as potestades, con­tra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.

Graças a Deus temos autoridade sobre tais espíritos malignos por meio de Jesus Cristo. Devemos entender o que Paulo disse aqui, à luz do que ele escreveu nos ca­pítulos anteriores. Precisamos compreender que temos au­toridade por meio de Cristo. Em nosso combate com o diabo, deveríamos ter sempre em mente que temos auto­ridade sobre ele, por ser ele um inimigo derrotado — o Senhor Jesus Cristo o derrotou por nós.
Entretanto, a autoridade do crente é um aspecto do caminhar cristão, a respeito do qual poucos estão bem informados. Alguns acham que a autoridade sobre o dia­bo pertence apenas a alguns poucos escolhidos aos quais Deus deu poder especial. Isso não é assim; pertence a todos os filhos de Deus!
Recebemos esta autoridade quando nascemos de no­vo. Quando nos tornamos novas criaturas em Cristo Je­sus, herdamos o Nome do Senhor Jesus Cristo e podemos usá-lo em oração contra o inimigo.
Mas o diabo não quer que os cristãos sejam instruí­dos sobre a autoridade que o crente possui. Ele quer con­tinuar a derrotar-nos sempre que o desejar. É por essa razão que ele fará tudo o que puder para impedir que os crentes aprendam a verdade sobre autoridade, ele in­sistirá conosco mais sobre esse assunto do que qualquer outro. Ele sabe que assim que descobrirmos a verdade seu apogeu terminará. Nós o dominaremos, desfrutando de uma autoridade que é nossa por direito.
Efésios 1:3 diz: "Bendito o Deus e Pai de nosso Se­nhor Jesus Cristo, que nos (toda a igreja) tem abençoado com toda a sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo." Toda a sorte de bênção espiritual — isso significa cada uma das bênçãos espirituais exis­tentes. Em Cristo, todas as bênçãos espirituais nos per­tencem. A autoridade nos pertence quer tenhamos consciência disso ou não. Mas o simples fato de saber a respeito não é suficiente. É o conhecimento transfor­mado em ação que traz resultados! É uma tragédia que alguns crentes possam viver toda uma vida e nunca se conscientizarem do que lhes pertence.
Alguma vez você já parou para pensar que a salva­ção pertence ao pecador? Jesus já comprou a salvação do pior pecador, do mesmo modo como Ele o fez por nós. É por essa razão que Ele nos mandou falar das Boas Novas, ir dizer aos pecadores que estão reconciliados com Deus.
Mas, de fato, não é isso o que lhes dizemos. Nós lhes dizemos que Deus está irado com eles e está tomando nota de todos os seus erros. Entretanto, a Bíblia diz que Deus não tem nada contra o pecador! Deus diz que Ele cancelou tudo.
Isso é que é tão terrível: O pobre pecador, por não saber disso, terá que ir para o inferno ainda que todos os seus débitos estejam anulados! II Coríntios 5:19 nos informa a esse respeito.
Não há problema de pecado. Jesus já resolveu isso. Há somente o problema do pecador. Leve o pecador a Jesus, e o problema estará sanado. Sim, isto é um pou­co diferente do que tem sido ensinado, mas é o que a Bíblia diz.
O pecador não sabe o que lhe pertence, portanto não pode usufruir dos benefícios. Do mesmo modo, se os crentes não sabem o que lhes pertence, de nada poderão usufruir. Eles precisam descobrir o que lhes pertence. É por essa razão que Deus estabeleceu mestres na Igreja. E por essa razão que Deus nos deu Sua Palavra: para nos revelar o que é nosso.
Assim, no mundo material, as coisas podem ser nos­sas; se não tomarmos conhecimento delas, entretanto, não nos trarão nenhum benefício.
Lembro-me de quando escondi uma nota de 20 dóla­res na minha carteira e me esqueci dela. Um dia fiquei sem gasolina e comecei a procurar dinheiro na minha car­teira e encontrei a nota. Não poderia dizer que não a possuía, porque estava comigo todo o tempo — eu a ti­nha carregado comigo durante meses, bem ali no meu bolso. Por ignorar a sua existência não podia gastá-la, mas era tão minha naquela época, quando não sabia de sua existência, quanto o era agora. E anos atrás, li sobre um homem que foi encontrado morto num quarto miserável que alugara a 15 dólares por mês. Tinha sido uma figura conhecida nas ruas de Chi­cago por cerca de 20 anos, sempre andrajoso e comen­do o que achava nas latas de lixo.
Ao não ser visto por dois ou três dias, alguns vizinhos saíram a sua procura e o acharam morto na cama.
A autópsia revelou que havia morrido por desnutrição, entretanto foi encontrado usando um cinto com mais de ' 23.000 dólares.
Aquele homem vivera em total pobreza, catando pa­péis para viver, entretanto tinha dinheiro. Poderia ter vi­vido no melhor hotel da cidade ao invés daquele quartinho miserável. Poderia ter-se alimentado das me­lhores comidas ao invés de lixo, mas não fez uso do que lhe pertencia.
Precisamos tomar conhecimento daquilo que nos per­tence. Jesus disse: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32). Em Oséias, Deus diz: "Meu povo (não os pecadores, não o mundo) é destruído por falta de conhecimento.." (Oséias 4:6). De fato, pessoas pe­recem sem que haja necessidade disso.





































CAPÍTULO 2
O que é autoridade

Em Lucas 10:19, Jesus diz: 'Eis que vos dei AUTORI­DADE para pisardes serpentes e escorpiões, e sobre todo o PODER do inimigo, e nada absolutamente vos causará dano".
Quando menciona "serpentes e escorpiões," Jesus es­tá falando do poder do diabo — demônios, espíritos ma­lignos e todas as suas hostes. Precisamos tomar consciência de que temos autoridade sobre eles!
Será que a Igreja do Senhor Jesus Cristo tem menos autoridade hoje do que tinha no primeiro século? Não seria absurdo o só pensar nisto?
O valor da nossa autoridade repousa no poder que existe por trás dessa autoridade. O próprio Deus é o po­der por trás de nossa autoridade! O diabo e suas forças se acham na obrigação de reconhecerem nossa autorida­de!
O crente que compreende de forma plena que o po­der de Deus é a seu favor pode exercitar sua autoridade e enfrentar o inimigo destemidamente.
O que é autoridade?
Autoridade é poder delegada
Os policiais que comandam o tráfego nas horas de maior movimento apenas erguem o braço e os carros pa­ram. Estes homens não têm o poder físico para parar os veículos, se os motoristas decidirem não obedecer. Mas, não é de sua própria força que eles se utilizam para pa­rar o tráfego; eles são fortes na autoridade que lhes é concedida pelo governo a que servem. As pessoas reco­nhecem essa autoridade e param seus carros. Bendito seja o Senhor, há uma autoridade que nos é delegada pelo Senhor Jesus Cristo!
Paulo disse aos crentes para serem fortes no Senhor, e na força do seu poder (Efésios 6:19). Isso significa que você pode se postar frente ao inimigo, estender sua mão e dizer-lhe que não se aproxime. Use sua autoridade!
Certa vez na Inglaterra Smith Wigglesworth estava em pé numa esquina esperando por um ônibus. Uma mu­lher saiu de um edifício e um cachorrinho veio correndo atrás dela. Ela disse: "Querido, você vai ter que voltar!" O cachorro não lhe deu a menor importância. Só aba­nou o rabinho e se enroscou nela carinhosamente. Ela disse: "Querido, você não pode ir agora!" O cachorrinho abanou o rabo e se enroscou nela novamente.
Nesse momento o ônibus chegou. A mulher então bateu o pé no chão e gritou: "Para casa!" O cachorro, colocando o rabo entre as pernas, obedeceu de pronto.
Wigglesworth disse que gritou sem mesmo pensar: "É assim que temos que fazer com o diabo!"

RUGINDO COMO UM LEÃO

Em 1942, enquanto pastoreava no Texas, fui testado no meu corpo. Não disse nada a ninguém a não ser ao Senhor. Orei, cri que ele me curaria, e mantive a minha posição, fazendo pé firme.
Durante a noite eu despertava com sintomas assusta­dores de problemas cardíacos e então me levantava e ora­va. Lutei contra isso por mais ou menos seis semanas.
Uma noite tive grande dificuldade para dormir. Final­mente, depois de orar, caí no sono e sonhei. Estou satis­feito por Deus ter-me falado somente quatro vezes através de sonhos em toda a minha vida, mas aquele sonho não foi coincidência. Foi da parte do Senhor. Quando acordei soube imediatamente o que significava. (Aliás se vo­cê não sabe o significado de um sonho imediatamente, esqueça-o.)
Neste sonho parecia que eu e um outro pastor estáva­mos andando num lugar semelhante a um campo de fu­tebol, onde havia arquibancadas dos dois lados. Estávamos andando e conversando, quando meu compa­nheiro deu um pulo e exclamou: "Veja!"
Virei-me e vi dois leões ferozes rugindo. O homem e eu começamos a correr. Então parei e disse-lhe que está­vamos longe demais das arquibancadas para lá chegar­mos em segurança. Não poderíamos escapar daqueles leões. Parei então quase sem fôlego, virei-me, e fui ao encontro dos leões. Eles vieram em minha direção ru­gindo com suas presas à mostra.
Eu, tremendo, disse a eles: "Resisto a vocês no Nome de Jesus. No Nome de Jesus vocês não podem me fe­rir!" E ali fiquei firme. Eles correram em minha dire­ção, mas como se fossem gatinhos, fungando em volta de meus calcanhares, e por fim saíram fazendo travessuras, ignorando a minha presença.
Neste momento despertei. Sabia exatamente o que Deus estava me dizendo. Veio-me a Escritura em I Pedro 5: "Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém pa­ra devorar; resisti-lhe firmes na fé..." (Vs. 8 e 9).
A batalha física em que estava envolvido terminara ali. Instantaneamente os sintomas desapareceram e eu estava completamente bem. Fiquei firme. Não me rendi. Tinha vencido.
Efésios 6:10 diz: "Finalmente, irmãos, sede fortaleci­dos no Senhor e na força do seu poder". Muitas pessoas lêem esse verso e pensam que o Senhor está lhes dizen­do para serem fortes por si mesmas. Mas a Escritura não diz uma palavra sequer a respeito de ser forte por si mesmo. Diz para ser forte no Senhor.
"Não sei se posso ou não conseguir isso", dizem.
Certamente você pode. Não hesite. Seja forte no Se­nhor. Seja forte na força do Seu poder, não na sua pró­pria força ou poder.
Primeira João 4:4 diz: "Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo".
"Aquele que está no mundo" é Satanás, o deus deste mundo e a cabeça dos principados, poderes e domina­dores das trevas deste mundo
Mas o poder que está em você é maior do que o po­der que está no mundo, porque o poder que sustenta nos­sa autoridade é maior do que aquele que sustenta a dos nossos inimigos.

PROFECIA

O Espírito Santo diz: "O poder sobre a terra investi­do no Nome de Jesus Cristo e obtido por Ele através de Sua vitória sobre o inimigo pertence à Igreja. Portanto, exercite essa autoridade, pois ela lhe pertence aqui na terra, e assim, em vida, você reinará por Cristo Jesus".


                          CAPÍTULO 3
Assentados com Cristo

Mateus 28:18 diz: "Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na ter­ra."
Quando Cristo subiu aos céus, transferiu Sua autori­dade à Igreja. Ele é a cabeça da Igreja e os crentes com­põem o corpo. A autoridade de Cristo tem que ser perpetuada através do Seu Corpo que está sobre a terra. (Através de todo o livro de Efésios e em outras passa­gens nas epístolas, Paulo usa o corpo humano para ilus­trar o Corpo de Cristo.)
Cristo está assentado à direita do Pai — o lugar de autoridade — e estamos assentados com Ele. Se você tem noções de História sabe que sentar-se ao lado direito do rei é sinal de autoridade. Morremos com Cristo e fomos ressuscitados com Ele. Isso não é algo que será feito por Deus no futuro; Ele já o fez!

A MAIOR OBRA DE DEUS

EFÉSIOS 1:18-23.
18.  Tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos;
19.  E qual a sobre-excelente grandeza do seu poder so­bre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder,
20.  Que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dos mor­tos, e pondo-o à sua direita nos céus,
21.  Acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro;
22.  E sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja,
23. Que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos.

Observe especialmente o versículo 19: "e qual a sobre-excelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cre­mos, segundo a operação da força do seu poder". Em outras palavras, houve um tal transbordamento do po­der de Deus, ao ressuscitar Cristo dentre os mortos, que esta foi de fato a obra mais poderosa de Deus até então registrada!
Satanás e suas hostes se opuseram à ressurreição, sen­do, entretanto, confundidos e derrotados por nosso Se­nhor Jesus Cristo, que se levantou dentre os mortos, subiu ao céu e agora está assentado à mão direita do Pai, aci­ma de todos eles.
Lembremo-nos de Colossenses 2:15: “E, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao des­prezo, triunfando sobre eles na cruz", (na sua morte, se­pultamento e ressurreição).
Estes são os mesmos poderes demoníacos com os quais temos de lidar, mas, graças a Deus, Jesus os derrotou. Outras traduções dizem: "reduziu-os a nada" ou "paralisou-os".
Nos tempos antigos, os reis vitoriosos, trazendo con­sigo os cativos, desfilavam mostrando-os publicamente. Jesus fez isso com o diabo, expondo-o diante dos três mundos — céu, inferno e terra — depois de o derrotar. Deus nos deu esse relato nas Escrituras de modo que nós aqui neste mundo soubéssemos o que acontecera.
Deus quer que tenhamos conhecimento do que acon­teceu na morte, sepultamento, ressurreição e tomada de posição de Jesus no trono. Deus quer que saibamos o lugar que Ele deu a Cristo "Acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir..." (Efésios 1:21).

A FONTE DE NOSSA AUTORIDADE

A fonte de nossa autoridade se encontra nessa ressur­reição e exaltação de Cristo por Deus. Veja no versículo 18 que o Espírito Santo, por meio de Paulo, ora para que os olhos dos efésios possam ser abertos — seus es­píritos — para estas verdades. Ele queria que todas as igrejas — todos os crentes — fossem iluminados. A au­toridade do crente, entretanto, não é levada em conside­ração por muitos cristãos. De fato, a maioria das igrejas nem mesmo sabe que o crente possui tal autoridade!
Você nunca vai entender a autoridade do crente ape­nas pelo intelecto; é necessário que haja revelação espiri­tual. Você deve crer nela pela fé.

EFÉSIOS 2:1-7
1.  E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pe­cados,
2.  Em que noutro tempo andastes segundo o curso des­te mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência.
3.  Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros homens.
4.  Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,
5.  Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vi­vificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos),
6.  E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez as­sentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus;
7.  Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes ri­quezas da sua graça, pela sua benignidade para conos­co em Cristo Jesus.
No verso primeiro lemos: "Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados." Aqui o Espíri­to Santo está dizendo através de Paulo: "De acordo com a atuação da força do Seu poder quando Ele ressuscitou a Jesus dentre os mortos e a você, quando você estava morto.''

Veja, o mesmo verbo em Efésios 1:20 que expressa a revivificação de Cristo dentre os mortos, expressa a revivificação de Seu povo em Efésios 2:1. Em outras pala­vras, o ato de Deus que levantou a Cristo dentre os mortos também levantou o Seu corpo. Na mente de Deus, quando Jesus ressuscitou, nós também fomos ressuscita­dos dentre os mortos!
Já no capítulo 2 lemos: "Estando nós mortos em nos­sos delitos, (Ele) nos deu vida juntamente com Cristo... e juntamente com ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus" (versículos 5 e 6). Esta passagem trata da concessão dessa autoridade.
Note que a cabeça (Cristo) e o corpo (a Igreja) foram ressuscitados juntos. Além disso, esta autoridade não foi conferida somente à Cabeça, mas também ao Corpo, pois a Cabeça e o Corpo são um. (Quando se pensa numa pessoa, pensa-se na cabeça e no corpo como um todo.)
Até onde é do meu conhecimento, as igrejas crêem que fomos ressuscitados juntamente com Cristo. Por que não crêem que nos cabe o direito de nos assentar juntamente com Ele? Se parte desse verso é verdade, por que não todo o verso...
Se nós como uma Igreja obtivermos a revelação de que somos Cristo, nos ergueremos e faremos as obras de Cris­to! Até agora, as estamos fazendo somente de modo li­mitado.
Quando percebermos que a autoridade que pertence a Cristo também pertence aos membros individuais do Cor­po de Cristo e está à disposição de todos nós, nossas vi­das serão revolucionadas!


I CORÍNTIOS 12:12-14,27
12.  Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo. (So­mos Cristo. Ele é chamado o Corpo, que é a Igreja, Cris­to.)
13.  Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Es­pírito.
14.  Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos...
27. Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo.

Louvado seja o nome do Senhor, somos o Corpo de Cristo!

II CORÍNTIOS 6:14,15
14.  Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?
15.  E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?

O crente é chamado de "justiça" e o incrédulo é cha­mado de "iniqüidade". O crente é chamado de "luz" e o incrédulo, "trevas". O crente é chamado de "Cristo" e o incrédulo, "Belial".

ASSENTADOS COM CRISTO

Primeira Coríntios 6:17 diz: "Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele." Somos um com Cris­to. Somos Cristo. Estamos sentados à destra da Majes­tade nas Alturas. Todas as coisas foram postas debaixo de nossos pés.
Nosso problema é que temos pregado uma religião de "cruz" sendo que precisamos pregar uma religião de "tro­no". Quero dizer com isso que muitos pensam que o que deles se espera é que permaneçam na cruz. Alguns rece­beram o batismo com o Espírito Santo, voltaram para a cruz e aí têm permanecido desde então.
Cantamos: "Junto à cruz, junto à cruz". Sim, preci­samos vir até a Cruz para nossa salvação, mas não te­mos que permanecer lá; prossigamos para o Pentecostes, a Ascensão e o Trono!
"Na verdade, a Cruz é um lugar de derrota, ao passo que a Ressurreição é um lugar de triunfo. Quando se pre­ga a cruz, está-se pregando morte e deixa-se o povo na morte. Morremos, sim, mas ressuscitamos com Cristo. Es­tamos assentados com Ele. Essa é a nossa posição atual: Estamos assentados com Cristo no lugar de autoridade, nos lugares celestiais.
Muitos crentes ignoram completamente a autoridade daquele que crê. De fato, eles não crêem que tenhamos alguma autoridade. Crêem que mal podem contar com a salvação e que têm que passar por esta vida sendo do­minados pelo diabo, enquanto habitam na "Rua dos In­válidos". Exaltam desta forma mais ao diabo do que a Deus.
Precisamos ser libertos da escravidão da morte e an­darmos em novidade de vida. Não estamos na cruz. Mor­remos com Cristo, mas fomos ressuscitados juntamente com Ele. Glória a Deus. Aprenda como ocupar seu lu­gar de autoridade.
A destra do trono de Deus é o centro do poder do universo inteiro! O exercício do poder do trono foi en­tregue ao Senhor ressuscitado.
Sabemos que Cristo, com Seu corpo físico ressuscita­do, está lá em plena posse de Seus direitos, aguardando o tempo do Pai, quando Seus inimigos serão postos sob os Seus pés. Hebreus 1:13 diz:  "Ora, a qual dos anjos jamais disse: Assenta-te a minha direita, até que eu po­nha os teus inimigos por estrado dos teus pés?"
A elevação do povo de Cristo com Ele nas alturas cla­ramente aponta para o fato de que estamos sentados com Ele, compartilhando não somente de Seu trono mas tam­bém de Sua autoridade. Essa autoridade nos pertence!
Não me admiro de Paulo ter dito, escrevendo aos Ro­manos: "Se pela ofensa (espiritual) de um, e por meio de um só, reinou a morte muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça, reinarão em vi­da por meio de um só, a saber, Jesus Cristo" (Romanos 5:17).
Algumas versões dizem: "reinarão como reis em vida". Será que só vamos reinar quando chegarmos ao céu? Não. Vamos reinar como reis em vida através de Jesus Cristo. Isto é autoridade, não é mesmo? Não importa o que dissesse o rei, seria lei; ele era autoridade máxima. Compartilhamos da autoridade que o trono de Cristo re­presenta.
Alguns têm exercido um pouco mais de autoridade so­bre os poderes do ar que outros, porque têm um pouco mais de compreensão espiritual, mas Deus quer que to­dos nós tenhamos essa mesma compreensão espiritual.

MANTENDO O EQUILÍBRIO

O Espírito Santo pediu ao Pai por meio de Paulo que todos pudéssemos ter sabedoria, entendimento e autori­dade sobre os poderes demoníacos e os problemas que criam através de sua constante manipulação das mentes dos homens.
Parece ser a coisa mais difícil do mundo a Igreja manter-se equilibrada. Você pode tomar qualquer assun­to — inclusive a autoridade do crente — esgotá-lo ao ponto máximo e, então, prejuízo e falta de benção é o que se terá.
Nos Estados Unidos um homem cujo apelido era "Pai Divino" tinha sido salvo e cheio com o Espírito Santo. Esta fora uma experiência autêntica em sua vida. Então começou a estudar estas mesmas Escrituras que temos estudado. Ele raciocinou: "Se estamos em Cristo, então Eu sou Cristo. Cristo é Deus, então eu sou Deus". Ele fundou uma seita que se tornou muito popular. O povo lhe prestava adoração.
É fácil cair nas valas laterais da estrada — a vala do excesso, do entusiasmo descomedido e do fanatismo. Ca­minhemos pelo meio da estrada e mantenhamos o equi­líbrio.
John Alesander Dowie, um escocês que recebeu uma revelação sobre cura divina, enquanto exercia seu minis­tério no final do século passado na Austrália, atravessou o oceano por muitas vezes durante sua vida. Ele enfren­tou muitas tempestades, mas todas as vezes fazia o mes­mo que Jesus, repreendia a tempestade e ela sempre cessava.
Não deveríamos ficar admirados com isso, porque Je­sus disse: ".. Aquele que crê em mim, fará também as obras que eu faço, e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai" (João 14:12). Alguém perguntará o que serão "maiores obras". Bem, vamos realizar primei­ro as obras que Jesus fez e só então pensemos nas "obras maiores"!
Jesus não disse que apenas uns poucos escolhidos fa­riam essas obras; Ele disse que aqueles que crêem Nele as fariam.
À medida que estudarmos o que a Palavra de Deus ensina e educarmos nosso espírito acerca da autoridade do crente, creio, seremos habilitados a andar nesta gran­de verdade mais e mais.



























CAPÍTULO 4
Desfazendo o poder do diabo

Vemos em Efésios 6:12 que "... a nossa luta não é con­tra o sangue e a carne, e sim, contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebro­so, contra as forças espirituais do mal nas regiões celes­tes."
A Palavra de Deus nos ensina que estes espíritos maus são anjos caídos que foram destronados pelo Senhor Je­sus Cristo. Nosso contato com estes demônios deveria ser com a consciência de que Jesus os derrotou, os destruiu e os reduziu a nada (Colossenses 2:15). E agora que Je­sus os destronou, podemos reinar sobre eles!

A TRAIÇÃO DE ADÃO

Originalmente, Deus fez a terra e sua plenitude dan­do a Adão o domínio sobre todas as obras de Suas mãos. Em outras palavras, Adão era o deus deste mundo. Adão cometeu alta traição e se vendeu a Satanás. Este, através de Adão, tornou-se o deus deste mundo. Adão não ti­nha o direito moral de cometer traição, mas tinha o di­reito legal de fazê-lo.
Agora Satanás tem o direito de estar aqui e ser o deus deste mundo até que o "contrato de Adão" expire. Sa­tanás tinha o direito de governar sobre nós até que nos tornássemos novas criaturas e entrássemos no Corpo de Cristo, como vemos em Colossenses 1: "Dando graças ao PaL. Ele nos libertou do império das trevas e nos trans­portou para o reino do Filho do seu amor..." (vs. 12,13).
E por isso que Satanás não tem direito de governar nem domínio sobre nós. Entretanto, em média, os cren­tes têm mais fé na autoridade e no poder de Satanás do que no de Deus!
A Bíblia não somente fala do primeiro homem Adão, mas também do segundo Adão, Jesus Cristo, que se tor­nou nosso Substituto. Em I Coríntios 15:45, Ele é cha­mado "o último Adão" e no versículo 47 é chamado "o segundo homem". Tudo o que Jesus fez, Ele o fez por nós.
Nosso problema é que relegamos tudo para o futuro! A maior parte das pessoas nas igrejas acreditam que exer­citaremos nossa autoridade espiritual durante o Milênio. Se for assim, por que a Bíblia diz que Satanás será ata­do durante o Milênio? Não haverá nenhuma necessidade então de exercer autoridade, porque não haverá nada aqui que nos trará malefício ou destruição.



AUTORIDADE AGORA

É agora, quando há coisas que nos prejudicam e nos destroem, que devemos exercer autoridade. Mas muitas pessoas crêem que podemos fazer muito pouco agora. Pensam que Satanás está na direção de tudo e de todos aqui. Lembremo-nos, entretanto, que, embora estejamos no mundo, não somos do mundo. Satanás está dirigin­do muito do que há aqui na terra, mas não está nos di­rigindo. Não está dirigindo a Igreja. Não tem domínio sobre nós. Podemos dominá-lo, temos autoridade sobre ele!
Jesus disse: "Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões, e sobre TODO o poder do inimi­go, e nada (nada, nada, nada, nada, nada) absolutamen­te vos causará dano" (Lucas 10:19).
Será que a Igreja deste século tem menos autoridade que tinha logo após a morte, o sepultamento, a ressur­reição, a ascensão e o assentar de Jesus à destra do Pai? Se a Igreja tivesse menos autoridade hoje, teria sido me­lhor que Jesus não tivesse morrido. Mas não, graças a Deus, temos autoridade.
Precisamos implantar essas verdades em nossas vidas, nelas meditando e delas nos alimentando até que se tor­nem parte de nossa consciência. Falando de coisas natu­rais, comemos certos alimentos todos os dias porque os médicos nos dizem que precisamos de certas vitaminas, minerais, etc, para a formação de corpos fortes. Por outro lado, há "minerais" e "vitaminas" espirituais que preci­samos tomar todos os dias também, para sermos crentes saudáveis.
Jesus disse em Mateus 28:18: "... TODA AUTORIDA­DE ME foi dada no céu e na terra". Toda e qualquer autoridade que possa ser exercida sobre a terra tem que ser feita através da Igreja, porque Cristo não está aqui em pessoa - no Seu corpo físico.
Somos o Corpo de Cristo. Embora lhe pecamos em oração: "Agora, Senhor, faça isso e aquilo", deixando tu­do consigo, Ele nos conferiu Sua autoridade sobre a ter­ra, ao Seu corpo, à Igreja. Assim, muitos problemas existem porque o permitimos - não estamos tomando ne­nhuma atitude em relação a eles; antes deixamos para outras pessoas, incluindo a Deus, o fazer alguma coisa.
Isso ficou claro para mim anos atrás quando estuda­va sobre o assunto. Minha mente não a entendia bem, mas eu a compreendia em meu espírito. Comecei a en­tender a autoridade que temos. Enquanto orava pela sal­vação de meu irmão mais velho, ouvi o Senhor me desafiando em meu espírito. Ele disse: "Faça você mes­mo alguma coisa com relação a isso!"
Vinha orando pela salvação de meu irmão havia anos. Ele era o que costumamos chamar de "a ovelha negra" da família. Apesar de minhas orações, parecia que esta­va piorando ao invés de melhorar.
Sempre orava: "Deus, salva-o!" Tinha até mesmo jejuado. Estava propenso a voltar ao meu habitual modo de orar, mas depois que o Senhor me desafiou a fazer alguma coisa a respeito - depois de me ter dito que eu tinha autoridade - eu disse: "Em Nome de Jesus, desfa­ço o poder do diabo na vida de meu irmão e clamo por sua salvação!"
Ordenei. Não fiquei repetindo a mesma coisa ou oran­do e orando. Quando um rei dá uma ordem, ele sabe que vai ser cumprida.
O diabo tentou me dizer que meu irmão nunca seria salvo, mas fechei minha mente e comecei a rir. Disse: "Satanás, não penso que ele será salvo - eu sei que se­rá! Desfiz seu poder sobre ele tomando o Nome de Je­sus, e clamei por sua libertação e salvação". Segui meu caminho assobiando.. Decorrido dez dias meu irmão foi salvo. A Palavra funciona!

COMO LIDAR COM O DIABO

Enquanto Satanás puder manter você na incredulida­de ou o segurar você na arena da razão, ele o chicoteará em cada batalha. Mas, se você o prender na arena da fé e do Espírito, você o chicoteará todas as vezes. Ele não discutirá com você sobre o Nome de Jesus - ele tem medo desse Nome.
Descobri que o modo mais eficaz de se orar é aquele pelo qual você requer os seus direitos. É assim que eu oro: "Exijo meus direitos!"
Pedro na Porta Formosa não orou pelo aleijado, ele ordenou que este fosse curado (Atos 3:6). Você não está exigindo de Deus quando cobra seus direitos; está fazendo-o ao diabo.
Jesus fez essa afirmação em João 14: "E tudo quan­to pedirdes em meu nome, isso farei... Se me pedirdes al­guma coisa em meu nome, eu o farei" (vs. 13,14). Aqui Ele não está se referindo à oração. A palavra grega aqui é "exigência", não. "pedido".
Por outro lado, João 16:23,24 está falando de oração: "E naquele dia nada me perguntareis. Na verdade, na ver­dade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar. Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis, para que o vosso gozo se cumpra." (O Pai é mencionado aqui em conexão com oração, o que não acontece na passagem de João 14.)
De fato o texto grego diz: "Tudo o que você exigir como seus direitos e privilégios..!' Você precisa saber quais são seus direitos.
Há muitos anos, quando pastoreava uma pequena igre­ja no Texas, uma mulher trouxe sua irmã com uma doen­ça mental grave, para que orássemos por ela. Porque havia tentado matar a si própria e a outros, tinha sido coloca­da numa cela por dois anos. Entretanto, sua saúde tinha piorado e os médicos lhe recomendaram um período de licença em casa, pois não mais a consideravam perigosa.
Quando sua irmã me apresentou como "pregador", textos bíblicos começaram a sair, sem parar, da boca da­quela mulher. Ela pensava que havia cometido o pecado que não tem perdão. O Senhor me disse que ficasse diante dela e dissesse: "Sai, espírito imundo, no Nome de Je­sus!" Foi o que fiz, mas nada aconteceu. Ela simples­mente ficou sentada, parecendo uma estátua.
Sabia que tinha dito a palavra de fé. Não temos que ficar o dia todo ordenando aos demônios que saiam. Eles vão fazê-lo no momento em que você lhes ordene que o façam, quando você reconhece sua autoridade. Têm que sair mais cedo ou mais tarde.
Dois dias após, disseram-me que a mulher estava tendo um violento ataque, semelhante ao que tivera quan­do perdeu a consciência pela primeira vez. Essas notícias não me perturbaram. Lemos na Bíblia que em casos co­mo esses, quando Jesus repreendia o diabo, as pessoas caíam e o diabo as torturava. Sabia que o diabo estava só machucando aquela mulher antes de deixá-la para sem­pre. Sabia que ela não ficaria mais possessa, o que real­mente ocorreu. Os médicos a consideraram normal e a mandaram de alta para casa. Vinte anos mais tarde ela estava feliz e saudável, ensinando uma classe de Escola Dominical e trabalhando no comércio.

O PAPEL DA FÉ NA AUTORIDADE

A fé está envolvida no exercício da autoridade espiri­tual. Sim, há vezes em que os espíritos malignos saem imediatamente, mas se isso não acontece quando se fala a palavra de fé, não se perturbe.
Firmo minha fé no que a Palavra diz. A fé de algumas pessoas não se baseia, na Bíblia, mas numa mani­festação. Operam a fé exterior no campo dos sentidos. Se obtêm certas manifestações, acham que o diabo se foi. Mas ele não se vai só pelo fato de se ter uma manifesta­ção. Ele ainda está lá, e é preciso que se saiba disso e se exercite autoridade.
Quando as circunstâncias não mudam imediatamente, algumas pessoas ficam desanimadas e se voltam para o natural. Começam a fazer comentários incrédulos e derrotam-se a si mesmos. Dão ao diabo domínio sobre eles.
Como Smith Wigglesworth costumava dizer: "Não sou movido pelo que vejo. Não sou movido pelo que sinto. Sou movido pelo que creio." Portanto, fique firme em sua posição.
Antes de receber o batismo no Espírito Santo, eu era um jovem pastor batista. Foi durante a Grande Depres­são econômica dos anos trinta e ainda tinha minha mãe e meu irmão menor para sustentar. A precária pensão de minha mãe pagava as necessidades básicas, impostos e a previdência social. Eu ajudava na alimentação.
Tinha só um terno e mais uma calça. Durante aque­les dias de Depressão havia muito roubo e alguém rou­bou minhas calças. Foram roubadas numa segunda-feira e eu tinha que pregar na quinta. Na terça-feira orei quan­do voltava do trabalho: "Senhor, tudo o que me restou são estas calças velhas e não posso pregar com elas. São calças velhas de trabalho". Disse ao Senhor que até quinta-feira esperava ver minhas calças que tinham sido roubadas de volta no mesmo lugar onde estavam antes. Orei pedindo que a pessoa que as tivesse roubado se sen­tisse tão infeliz que se visse obrigada a trazê-las de volta.
Veja, é um espírito mal que faz com que uma pessoa roube. Estava lidando com aquele espírito e não com a pessoa, porque temos autoridade sobre espíritos. Orde­nei ao espírito que interrompesse sua ação.
Quando voltei para casa na quinta de tarde, sabia que as calças estariam lá, e realmente estavam. Portanto, po­demos - e devemos - nos levantar contra o diabo.



















CAPÍTULO 5
Exercitando autoridade

A porta para o exercício da autoridade tem seu pivô em duas frases que Paulo orou em Efésios: "...fazendo-o sentar a sua direita nos lugares celestiais" (Efésios 1:20), e "...juntamente com ele nos ressuscitou" (Efésios 2:6).
Medite nessas duas orações. Aprenda a fazer delas sua oração. Alimente-se com as verdades nelas contidas até que se tornem uma parte de sua consciência interior. En­tão elas dominarão sua vida. Mas não tente aceitá-las ra­cionalmente; tem que obter a revelação delas em seu espírito. Note que não somente está escrito assentado à direita do Pai, acima de todos os poderes da esfera de Satanás, mas que estamos lá também, porque Deus "ressuscitou-nos juntamente". Não somente fomos assen­tados, mas observe onde estamos assentados: "Acima de todo o principado, e potestade, e poder, e domínio." (Efé­sios 1:21).
Na mente de Deus, fomos ressuscitados quando Cris­to foi ressuscitado. Quando Cristo se assentou, nos as­sentamos também. É onde estamos agora, posicionalmente falando: estamos sentados à direita do Pai com Cristo. (O ato de Cristo estar sentado implica em que, por en­quanto, certos aspectos de Sua obra estão suspensos.)
Toda autoridade que foi dada a Cristo pertence a nós, por meio dEle, e podemos exercitá-la. Nós O ajudamos realizando Sua obra na face da terra. E um aspecto de Sua obra que a Palavra de Deus nos fala que façamos é derrotar o diabo! De fato, Cristo não pode fazer Sua obra na terra sem nós!
Alguém pode argumentar: "Bem, Ele pode viver sem mim, mas eu preciso dEle."
Não, Ele não pode viver sem você mais do que você não pode viver sem Ele. Veja, a verdade que Paulo está ressaltando aqui em Efésios é que Cristo é a Cabeça e nós somos o Corpo.
Que tal se seu corpo dissesse: "Posso viver sem mi­nha cabeça. Não preciso dela." Não, seu corpo não po­de viver sem sua cabeça. E se sua cabeça dissesse: "Bem, posso viver sem meu corpo. Não preciso do resto dele; posso viver sem as mãos e os pés." Não, você não pode.
Da mesma forma, Cristo não pode viver sem nós, por­que a obra de Cristo e de Deus é realizada através do Corpo de Cristo. Seu trabalho nunca será feito sem a nos­sa participação e nós nunca viveremos sem Ele.
Efésios 6:12 diz: "Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e, sim contra os principados, e potestades” Se você isolar este verso de seu contexto e con­tinuar falando a respeito da terrível luta na qual estamos empenhados contra o diabo, descrevendo como o diabo é poderoso, você perderá tudo aquilo de que Paulo fazia questão - porque não é isso que Paulo dizia em Efésios.
Lembre-se, quando Paulo escreveu essa carta à Igreja em Éfeso, ele não a dividiu em capítulos e versículos. Os eruditos se encarregaram disso em data muito posterior, apenas para nos situar. Você pode causar grande prejuí­zo, às vezes, isolando um verso de seu capítulo, tirando-o de seu contexto, fazendo com que signifique algo que realmente não quer significar. O Espírito Santo através de Paulo já disse no capítulo dois que estamos assenta­dos acima desses poderes com os quais temos que lidar. Não somente está escrito assentado à direita do Pai, muito acima desses poderes, mas estamos lá também, porque Deus nos fez assentar juntamente com Cristo.
Portanto, em nossa batalha contra o inimigo e suas forças, precisamos ter em mente que estamos acima de­les e que temos autoridade sobre eles. A Palavra nos diz que, porque Jesus as conquistou, somos conquistadores também. Sua vitória também pertence a nós, mas temos que levá-la a efeito.

O DEMÔNIO COM O QUAL JESUS SE RECUSOU A LIDAR

Em 1952, o Senhor Jesus Cristo me apareceu numa visão e falou comigo por mais ou menos uma hora e meia sobre o diabo, demônios e possessão demoníaca.
No final daquela visão, um espírito maligno que pa­recia um macaquinho ou um duende correu entre mim e Jesus, espalhando alguma coisa parecida com fumaça ou nuvem escura.
Então este demônio começou a pular, gritando com uma voz estridente: "Iaqueti-iac, iaqueti-iac, iaqueti-iac". Eu não podia ver a Jesus, nem entender o que Ele di­zia.
(Durante todo o tempo dessa experiência, Jesus esta­va me ensinando alguma coisa. E se prestar atenção vo­cê encontrará resposta aqui para muitas coisas que o têm perturbado.)
Não podia compreender por que Jesus permitia ao de­mônio fazer tanta algazarra. Fiquei imaginando a razão porque Jesus não repreendeu o demônio para que eu pu­desse ouvir o que Ele falava. Esperei algum tempo, mas Jesus não tomou nenhuma atitude com relação ao de­mônio; Jesus ainda estava falando mas eu não podia en­tender uma palavra sequer do que dizia e eu precisava ouvir, porque Ele dava instruções referentes ao diabo, de­mônios e como exercer autoridade.
Pensei comigo mesmo: "Será que o Senhor não sabe que não estou ouvindo o que Ele queria que ouvisse? Pre­ciso ouvir isto. Estou perdendo!"
Quase entrei em pânico. Fiquei tão desesperado que gritei: "No Nome de Jesus, espírito tolo, te ordeno que pares!"
No mesmo instante que disse isso o demoniozinho caiu no chão como um saco de feijão e a nuvem negra desa­pareceu. O demônio ficou ali no chão tremendo, chora­mingando e gemendo como um cachorrinho acossado. Nem olhava para mim. "Não somente cales a boca, mas saias daqui em Nome de Jesus!" ordenei. Ele foi embo­ra correndo.
O Senhor sabia exatamente o que estava em minha mente. Eu estava pensando: Por que Ele não fez nada? Por que permitiu isso? Jesus me olhou e disse: "Se você não tivesse tomado uma atitude a respeito, eu não po­deria também."
Ao ouvir isto tomei um verdadeiro choque - fiquei pas­mo. Respondi: "Senhor, acho que não O ouvi direito! O que o Senhor disse é que não o faria, não foi?"
Ele respondeu: "Não, se você não tivesse tomado ne­nhuma atitude, eu também não poderia.” Repeti tudo por quatro vezes. Ele era enfático ao dizer: "Não, não disse que não faria, disse que não poderia.”
Disse: "Ora, querido Senhor, é impossível aceitar is­so. Nunca ouvi nem preguei nada assim na minha vi­da."
Disse ao Senhor que não me importava quantas vezes O vira em visões - Ele teria que me provar o que dizia com pelo menos três Escrituras do Novo Testamento (por­que não estamos vivendo debaixo da Velha Aliança, es­tamos vivendo sob a Nova). Jesus sorriu suavemente dizendo que me daria quatro. Então eu disse: "Já li to­do o Novo Testamento 150 vezes e muitos trechos dele mais do que isso. Se isso está lá é novidade para mim!"

LIDANDO COM O DIABO

Jesus respondeu: "Filho, há muita coisa lá que você não sabe."
Ele continuou: "Em nenhuma só vez no Novo Testa­mento a Igreja foi convocada a pedir que Deus o Pai, ou Jesus, fizesse qualquer coisa contra o diabo. De fato, pedir isto é desperdício de tempo. O crente é conclamado a fazer alguma coisa com referência ao diabo. A ra­zão disso é porque você tem a autoridade para fazê-lo. A Igreja não tem que orar a Deus, o Pai, acerca do dia­bo; a Igreja tem que exercitar a autoridade que lhe pertence.”
"O Novo Testamento fala aos crentes que façam eles mesmos algo a respeito do diabo. O menor membro do Corpo de Cristo tem tanta autoridade, tanto poder so­bre o diabo como qualquer outro, sendo que, a menos que os crentes façam alguma coisa no tocante ao diabo, em muitas áreas nada será feito."
Cremos que certas pessoas têm poder. Não, Jesus dis­se que o menor membro do Corpo de Cristo tem tanto poder sobre o diabo como qualquer outro; e quando co­meçamos a crer nisso, é aí que estamos começando a rea­lizar o trabalho.
Jesus continuou: "Fiz tudo o que tinha que fazer a respeito do diabo, até que o anjo desça do céu, tome a corrente e amarre-o no fundo do abismo profundo" (ve­ja Apocalipse 20:1-3).
Isso foi um choque para mim.
"Agora", Ele disse, "Aqui estão as quatro referências que provam isso. A primeira de todas, quando ressuscitei dentre os mortos", disse. "Toda autoridade me é dada no céu e na terra" (Mateus 28:18).
Mas, imediatamente deleguei minha autoridade sobre a terra à Igreja, e somente posso operar através da Igreja, pois sou a Cabeça da Igreja!'
(Sua cabeça não pode exercitar qualquer autoridade, seja onde for, a não ser através de seu corpo.)
A segunda referência que Jesus me deu encontra-se em Marcos 16:15-18: "E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura. Quem crer e for ba­tizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome ex­pulsarão os demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e ws curarão."
Ele disse: "O primeiro sinal que seguirá a qualquer crente - não qualquer pastor, ou evangelista - é que ex­pulsarão demônios. Isso significa que em Meu Nome exercerão autoridade sobre o diabo, porque Eu deleguei à Igreja minha autoridade sobre o diabo!" Lembre-se, Colossenses 1:13 diz: "Aquele que nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor..." (Uma tradução diz: O Pai nos libertou do poder das trevas.) A palavra grega “poder” significa "au­toridade".
O verso deveria ser assim: "O Pai nos libertou da autoridade das trevas e nos transportou para o reino de seu querido Filho." Deus já nos libertou da autoridade das trevas! Portanto, temos o direito de falar às trevas - isso * é a Satanás e seu reino - e dar-lhes ordens!

EXERCITANDO AUTORIDADE SOBRE OUTROS

Os crentes têm autoridade sobre o diabo. Podem anular o poder do diabo se este se manifestar em qualquer área, de suas vidas ou das vidas dos seus amados. Eles têm autoridade. Eles serão livres do inimigo já que obtive­ram o direito de exercitar autoridade sobre ele.
Isso não significa, entretanto, que sairão às ruas ex­pulsando o diabo de todos que encontrarem. Significa, primeiramente, que exercerão autoridade sobre o diabo em suas próprias vidas.
Você tem que entender que tem autoridade sobre sua própria casa, mas não tem sobre a de outra pessoa.
A autoridade espiritual é muito semelhante à autori­dade natural. Por exemplo, você não tem autoridade so­bre meu dinheiro. Você não pode me dizer o que fazer com meu dinheiro, a menos que lhe dê permissão para isso. Você não tem autoridade sobre meus filhos.
Você pode fazer com que o diabo desista de algumas de suas manobras na vida de uma outra pessoa, mas você não pode sempre expulsá-lo, porque não tem autoridade naquela "casa".
Aqui está algo muitas vezes mal entendido. Somente através da intercessão podemos exercer autoridade espiritual na família de uma outra pessoa.
A próxima referência que Jesus me deu foi em Tiago 4:7: "...Resisti ao diabo e ele fugirá de vós (o sujeito do verbo "resistir" é “vós”).
O crente tem que ter autoridade sobre o diabo ou a Bíblia não lhe diria para fazer alguma coisa no tocante ao diabo. A Escritura não diz que o diabo fugirá de Je­sus; diz que ele fugirá de você!
Da mesma maneira, você não ora para que Jesus imponha as mãos sobre o enfermo; você o faz. Observe também, que as mãos não estão localizadas na Cabeça; as mãos estão no Corpo: "Eles... imporão as mãos sobre os enfermos e eles serão curados." Quando você impõe as mãos está exercendo autoridade sobre o diabo.
Essa autoridade é sua, sinta-se você possuidor dela ou não. A autoridade não tem nada a ver com os sentimentos, porém você precisa exercitá-la.
Após aquela visão, e depois que recebi de Jesus aquele verso em Tiago, meu espírito me disse que a palavra "fu­gir" era significativa. Procurei no dicionário e descobri que uma das conotações da palavra seria "fugir aterro­rizado". O diabo fugirá de você, aterrorizado! Descobri então porque o demônio, na minha visão, começara a se lamentar e a chorar - ele estava aterrorizado.
Desde então tenho visto outros demônios tremerem de medo enquanto exerço sobre eles a autoridade que Deus me deu. Não têm medo de mim, mas de Jesus a quem represento.
Na visão, Jesus me deu uma outra Escritura que fala para tomarmos uma atitude quanto ao diabo. Esta ter­ceira referência se encontrava em Primeira Pedro. Pedro escreveu: "Sede sóbrios: vigiai; porque o diabo, vosso ad­versário, anda ao derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar" (Pedro 5:8). "Seu adversário" sig­nifica seu oponente. Aqui, muitas pessoas param na lei­tura. Dizem: "Oh, o diabo está atrás de mim!" Pedem oração para que o diabo não os alcance - mas, se falam assim, o diabo já os alcançou. É tarde demais para orar por eles.                             
O que você vai fazer com ele? Rolar no chão e fingir que está morto? Esconder a cabeça na areia e ficar es­perando ali até que ele desapareça? Não, graças a Deus, observe o que diz o texto, à medida que continuamos a leitura. O verso seguinte diz: "Ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições (testes e provações) se cumprem entre os vossos irmãos do mundo".
Jesus me disse nessa visão: "Pedro não escreveu essa carta e disse aos irmãos: "Eis que me veio a palavra se­gundo a qual está usando nosso amado irmão Paulo na expulsão de demônios; e Paulo envia lenços e roupas, e as doenças deixam as pessoas, os espíritos malignos saem; por isso gostaria de sugerir que escrevam para Paulo e adquiram um lenço!'
Não ao contrário, disse-lhes que tomassem uma ati­tude para com o diabo. Por quê? Porque tinham autori­dade sobre ele. O Espírito de Deus, através do Apóstolo Paulo não lhe diria para fazer também qualquer coisa para a qual você não estivesse capacitado. A razão disso está no fato de que cada crente tem a mesma autoridade que Paulo tinha em Jesus Cristo. Pedro não está dizendo que apenas Paulo expulsaria demônios ou que Paulo re­sistiria ao diabo por nós. (Por que pedir a Paulo para fazê-lo, quando você pode fazê-lo por você mesmo?)

FICANDO NA BRECHA POR BEBÊS CRISTÃOS

As pessoas estão sempre me perguntando por que não são curadas. Algumas pensam que há alguma coisa er­rada com o pregador que orou por elas!
Explico-lhes que quando foram salvas eram como be­bês e Deus permitiu que outros orassem por eles e os "carregassem" na fé. Mas depois de algum tempo, Deus espera que esse nenê cresça, ande e comece a fazer as coisas por si mesmo. Deus põe o bebê no chão e diz que ande; muitos, porém, não o fazem. Há um grande nú­mero de pessoas que ainda querem continuar como be­bês e pedem a uma outra pessoa que ore por elas todo o tempo.
Queremos ajudar os que necessitam, mas precisamos ensinar às pessoas que elas podem crescer e exercer sua autoridade, porque o tempo virá quando terão que usar de sua própria autoridade, se quiserem ter suas orações respondidas.
Certa ocasião, minha esposa e eu nos hospedamos com um casal enquanto assistíamos a uma convenção. A es­posa estivera em nossa igreja antes de se casar. Pediram-nos que orássemos pelo bebezinho deles, de apenas al­guns meses de idade, que tinha uma hérnia. Os médicos queriam operá-lo.
Amaldiçoamos a hérnia e ordenamos que se atrofias­se e morresse. Em apenas poucos dias ela desapareceu completamente e o bebê não mais precisou de ser ope­rado.
A mãe do bebê disse: "Irmão Hagin, não quero pa­recer crítica, mas em nossa igreja parece que nós, os mais novos, somos os únicos que acreditamos em cura divina. Não sabia a quem pedir que orasse pelo bebê antes que você chegasse, porque nunca ninguém foi curado aqui."
Devíamos ficar mais fortes, à medida que fôssemos ficando mais velhos, mas em geral não é o que ocorre. Na igreja dela, assim como em muitas outras, a maioria das pessoas foram salvas quando eram mais jovens e, na­quela época, Deus permitia que outros orassem por elas. Entretanto devido à falta de instrução apropriada, per­maneceram no estágio infantil do desenvolvimento cris­tão. Dizem: "Éramos curados logo quando nos tornamos crentes, mas agora isto não acontece mais".
O fato de não exercitar sua própria fé ou não fazer suas próprias orações, sempre dependendo das orações de alguém, faria tanto sentido quanto você nunca ter suas próprias roupas - sempre dependendo das roupas de ou­tra pessoa para vestir.
O que acontece às pessoas que nunca tentam exerci­tar nenhum tipo de fé pessoal, mas sempre descansam na fé de outras pessoas? Acabamos de ler que "...o dia­bo, vosso adversário, anda ao derredor, bramando como leão, buscando a quem possa devorar..." Mas o crente pode fazer alguma coisa a respeito.
Jesus, Tiago e Pedro nos falam para fazer algo com relação ao diabo. Paulo disse em Efésios 4:27: "Não deis lugar ao diabo." Esta foi a quarta Escritura que recebi de Jesus. Ele explicou: "Isso significa que você não de­ve dar nenhum lugar ao diabo em sua vida. Ele não tem poder para ocupar nenhum lugar, a menos que você lhe dê permissão. Você teria que ter autoridade sobre ele ou isso não seria verdade."

AUTORIDADE SOBRE A TERRA

Jesus acrescentou: "Aqui estão suas quatro testemu­nhas. Eu sou á primeira, Tiago é a segunda, Pedro a ter­ceira e Paulo, a quarta. Isso estabelece o fato de que o crente tem autoridade sobre a terra, pois eu deleguei a você, na terra, minha autoridade sobre o diabo. Se você não fizer alguma coisa, nada será feito. É por essa ra­zão que muitas vezes nada é feito."
Agora você pode entender o porquê de muitos acon­tecimentos. Nós permitimos que aconteçam! Desconhe­cendo nossa autoridade - desconhecendo o que poderíamos fazer - não fizemos nada e de fato permiti­mos que o diabo continuasse fazendo tudo o que qui­sesse.
Precisamos entender isso. Despertemo-nos. Talvez te­nhamos que mudar nosso modo de orar e tomar a dian­teira ao diabo. Eu fiz isso. Você não sofrerá nada se mudar; é bom para você. Temos autoridade para fazê-lo. Estamos assentados à destra do Pai, acima de principados e potestades. Se estamos acima deles, então temos autoridade sobre eles.
Efésios 1:22,23 continua dizendo: "E sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu co­mo cabeça da igreja (os pés são membros do corpo, não são membros da cabeça) que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos." Concordando com o que John A. MacMillan ressaltou, como é maravilho­so saber que os membros mínimos do Corpo de Cristo - os que compõem os pés, uma pequenina unha, um dedinho - estão acima das poderosas forças às quais estamos nos referindo.
Lembre-se, em Lucas 10:19 Jesus disse aos outros se­tenta discípulos que enviou: "Eis que vos dou poder (au­toridade) para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum." Quanta auto­ridade sobre o diabo a Igreja tem? Alguma coisa menos do que isso? Não, graças a Deus, não.
Se você ouvisse a média das conversas dos crentes ou ouvisse o sermão de alguns pregadores, teria a impres­são de que o diabo é maior do que qualquer pessoa e que está dirigindo tudo. Sim, ele é o deus deste mundo, portanto está dirigindo o sistema do mundo. Estamos nes­te mundo, mas não somos deste mundo, diz a Bíblia, por­tanto ele não está nos dirigindo. O diabo tem nos pisoteado já faz tempo demais.
Estas coisas não são brincadeiras. Somos tolos quan­do fazemos piadas sobre isso. Uma vez numa convenção um pregador me disse: "Bem, irmão Hagin, pus o dia­bo para correr. O problema é que eu que estou corren­do e ele vem atrás de mim!"
Tal afirmativa só demonstra ignorância. Em primeiro lugar, você não tem que fugir do diabo. A Bíblia diz que ele é que fugirá de você. Você precisa pô-lo para correr. Infelizmente, penso que essa é a situação dos pregadores e igrejas na grande maioria das vezes - de fato, na maior parte do tempo. Vemos isso por toda a parte.

REINANDO COMO REIS

Vejamos de novo em Romanos 5:17: "Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da jus­tiça, reinarão em vida por um só - Jesus Cristo." A Ver­são Ampliada diz que "reinaremos como reis em vida através do Único, Jesus Cristo, o Messias, o Ungido".
O plano de Deus para nós é que governemos e reine­mos em vida como reis: governar e reinar sobre as cir­cunstâncias, pobreza, enfermidade e tudo aquilo que possa constituir obstáculo para nós. Reinamos porque temos au­toridade. Reinamos por Jesus Cristo. Na outra vida? Não, nesta vida. Ao cantarmos ou dizermos alguma coisa, es­tejamos seguros de que estamos afinados com a Palavra de Deus. Algumas pessoas cantam: "Aqui vou peregri­nando, como um mendigo, no frio e no calor" ou "Pre­cioso Jesus, não se esqueça de mim!" - todo o tipo de incredulidade.
Não estamos vagueando como mendigos, porque não somos mendigos. Somos filhos de Deus, herdeiros de Deus, co-herdeiros com Cristo Jesus (Romanos 8:17). So­mos o Corpo de Cristo. Estamos sentados com Cristo à destra da Majestade nas Alturas, acima de todas as potestades e poderes, força e domínio, glória a Deus!
Isso não se assemelha muito a um mendigo ou "Pre­cioso Jesus não se esqueça de mim!", ou "Se eu pudes­se alcançar", ou "Ficando em algum lugar nas sombras você encontrará Jesus", ou ainda "Senhor, construa uma casinha para mim num cantinho da terra gloriosa".
Prefiro ouvir um jumento zurrar do que ouvir tais cân­ticos, mas nós os cantamos durante tanto tempo que acre­ditamos dizerem a verdade. Pessoas derramam algumas lágrimas porque "vagueiam como um mendigo" e pen­sam que estão sendo abençoadas!
Muito freqüentemente os crentes agem como filhotes de pássaros, com os olhos fechados e a boca aberta. Qualquer pessoa pode vir e lhes dar qualquer coisa para. comer, e estão prontas para aceitar. Bem, não vou ficar com minha boca aberta e meus olhos fechados; vou fi­car com meus olhos abertos e minha boca fechada!

HUMILDADE X POBREZA

Exemplificando: muitos crentes confundem humilda­de com pobreza. Um pregador certa vez me disse que fulano possuía humildade, porque andava num carro mui­to velho. Repliquei: "Isso não é ser humilde - isso é ser ignorante!" A idéia que o pregador tinha de humildade era a de dirigir um carro velho.
Um outro observou: "Sabe, Jesus e os discípulos nunca andaram num Cadilac" Não havia Cadilac naquela épo­ca. Mas Jesus andou num jumento. Era o "Cadilac" da época - o melhor meio de transporte existente.
Os crentes têm permitido ao diabo lesá-los em todas as bênçãos que poderiam usufruir. Não era intenção de Deus que vivêssemos em pobreza. Ele disse que éramos para reinar em vida como reis. Quem jamais imaginaria um rei vivendo em estrita pobreza? A idéia de pobreza simplesmente não combina com reis.

EXERCENDO AUTORIDADE EM SUA FAMÍLIA

Não era intenção de Deus que o diabo dominasse nos­sas famílias. Quando nossos filhos eram pequenos e o diabo tentava adoecê-los, ficava furioso com o diabo e lhe dizia que se afastasse de meus filhos. Eu lhe dizia: "Estou governando em meu domínio. Você não dita nor­mas nesta casa, eu governo através de Jesus Cristo." Punha-o para correr e ele obedecia. Você pode afugentá-lo também.
Anos atrás, estava pregando no Norte e fui acordado no meio da noite. De algum modo sabia no meu espíri­to que alguém estava em perigo físico e comecei a orar em línguas. (É aqui que a intercessão entra em ação.)
Perguntei ao Senhor qual era o problema e Ele me mostrou que era algo referente ao meu irmão mais velho. Sabia que sua vida corria perigo. Continuei a orar em silêncio, em línguas, por mais ou menos uma hora e meia. Não perturbei minha esposa que dormia ao meu lado. Finalmente, tive uma sensação de vitória e come­cei a cantar bem baixinho em outras línguas. Então vol­tei a dormir.
Dois dias mais tarde, minha irmã telefonou-me do Te­xas. Chorava, quase histérica. "Dub foi acidentado, fra­turou a coluna", ela gritava. "Ele está muito mal. Está em Kansas. Os médicos não sabem se ele sobreviverá ou não."
"Espere um minuto", disse. "Acalme-se. Ele não está tão mal como eles pensam. E se estivesse, Deus já o te­ria tocado, porque orei por ele dois dias atrás e já obti­ve resposta."
"Você orou?"
"Orei sim. Não fique nem um pouquinho preocupa­da. Ele está bem."
Dois dias mais tarde ela telefonou-me novamente. Ti­nha pedido informações sobre as condições de Dub e ele já havia deixado o hospital, engessado. Não morrera, co­mo os médicos haviam previsto, nem estava paralisado.
Ele veio para nossa casa no Texas, estava muito desa­nimado e deprimido, pois, enquanto esteve fora, sua es­posa o havia abandonado levando as crianças. Eu pregava num culto em minha igreja naquela manhã de domingo e tentei levá-lo conosco, mas ele não quis. Era um bebê, havia se convertido havia pouco tempo.
Bem no meio de meu sermão, repentinamente, tive uma visão. Meus olhos estavam abertos, porém, ali na minha frente via meu irmão no parque da cidade. Ouvi-lhe dizer para si mesmo: "Bem, sei o que vou fazer. Vou matá-la e em seguida, cometer suicídio."
Paralisado, eu disse: "Espere um minuto. Tenho um assunto para resolver. Depois continuo meu sermão."
Falei àquele demônio que o atormentava: "Diabo, pare com isso agora mesmo! Eu te ordeno, no Nome de Je­sus Cristo, que deixe esse homem" (a congregação não sabia do que eu estava falando, mas o diabo sabia). Foi tudo o que eu disse. Então retornei ao meu sermão.
Quando chegamos em casa meu irmão lá estava e, ob­viamente, de bom humor. Contou que tinha ido até o parque e que decidira resolver as coisas por si mesmo. Respondi: "Isso mesmo, eu sabia disso" e lhe relatei a visão.
Ele disse: "Alguma coisa me envolveu de repente e foi como se algo me levantasse do chão. Foi como se uma nuvem tivesse sido tirada de cima de mim, voltei para casa assobiando e cantando!'
Dub não sabia como tocar o Senhor por si mesmo, porque era apenas um bebê na fé. Algumas vezes alguns de nós, que somos mais velhos no Senhor, temos que aju­dar os bebês - e graças a Deus que podemos fazê-lo. En­tretanto, virá um tempo em suas vidas, quando terão que saber como agir por si mesmos. E, então, não podere­mos agir por eles.

APRENDA A SER EXALTADO

Nós cristãos precisamos aprender que estamos assen­tados com Cristo. Precisamos aprender a nos posicionar no lugar elevado onde Deus quer que estejamos!
A Igreja falha, freqüentemente, neste ministério de au­toridade. Em vez de ensinar a este respeito, ela se curva derrotada, vencida pelo medo.
Efésios 1:22 diz: "E sujeitou todas as coisas a seus pés (de Jesus), e sobre todas as coisas o constituiu como ca­beça da igreja." Jesus é a Cabeça sobre a enfermidade e qualquer outro mal, como provou quando esteve aqui na terra.
Se mudarmos a ordem das palavras obteremos o sen­tido mais profundo, de modo mais claro: "...cabeça para a Igreja sobre todas as coisas". Jesus é a cabeça sobre todas as coisas por amor à Igreja.
Precisamos meditar nessas verdades divinas para que nossos espíritos possam compreendê-las plenamente. As­sim fazendo, receberemos ricas recompensas. Quando to­mamos essa atitude reverente, o Espírito da Verdade, o Espírito Santo pode nos elevar ao lugar onde poderemos alcançar o verdadeiro significado da revelação de Deus. Em Efésios, Paulo orou para que a Igreja em Éfeso ti­vesse este espírito de sabedoria e revelação.
Deus fez com que Cristo fosse a Cabeça sobre todas as coisas. É por amor a nós que Ele é a Cabeça, para que nós através dEle possamos exercer essa autoridade sobre todas as coisas.
Quando compreendermos o que nos pertence, desfru­taremos da vitória que Cristo tem para nós. O diabo lu­tará para nos afastar dali, no entanto, através de uma fé persistente em Cristo, a vitória é nossa.































CAPÍTULO 6
Ressuscitado com Cristo

No livro de Colossenses Paulo escreve à Igreja em Co­lossos. Embora use expressões ligeiramente diferentes, re­pete o que disse aos efésios sobre o plano redentor de Deus. Ele não prega uma mensagem nova nem diferente aos colossenses.

COLOSSENSES 1:15-20
15.  O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;
16.  Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades: tudo foi criado por ele e para ele.
17.  E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele
18.  E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha preeminência.
19.  Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse,
20.  e que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que es­tão no céus.

No capítulo dois vemos que Cristo foi vivificado por Deus, o Pai:

COLOSSENSES 2:12-15
12.  Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos.
13.  E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na in-circuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas,
14.  havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrá­ria, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.
15.  E, despojando os principados e potestades, os ex­pôs publicamente e deles triunfou em si mesma"

O verso 12 diz que fomos ressuscitados com Cristo "pela fé no poder de Deus!' Observe que foi o Pai quem realizou esse trabalho.
O verso 13 nos fala que Deus não somente nos vivificou e a Cristo, simultaneamente, mas também ele nos per­doou os pecados!
Quando Jesus, o Justo, se entregou à morte, a cédula que era contra nós na lei foi quitada. O Pai então tor­nou sem efeito os mandamentos e as leis transgredidas que permaneciam entre Ele e nós. Esta cédula, agora anu­lada, foi por Ele pregada na cruz de seu Filho.
Paulo está dizendo aqui em Colossenses que foi Deus quem elaborou o plano de redenção. Foi Deus quem le­vantou a Jesus dentre os mortos. Foi Deus quem Lhe deu um nome acima de todo nome. E foi Ele quem des­pojou os principados e poderes demoníacos que se opu­seram à ressurreição de Cristo.
A morte é a penalidade pelo pecado. Portanto, quan­do Cristo levou na cruz a culpa da humanidade, os po­deres satânicos do ar buscaram exercitar seus direitos e retê-lo sob seu domínio.

AS CHAVES DA AUTORIDADE

A Bíblia diz que Satanás tinha o poder da morte -mas Jesus o conquistou. Jesus diz em Apocalipse 1:18: "E o que vivo e fui morto, mas aqui estou vivo para to­do o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno." Jesus Cristo tomou as chaves do diabo, glória a Deus! As chaves pertencem Àquele Que Tem Autori­dade. Elas são as chaves da autoridade.
Devemos nos lembrar que a morte física não é de Deus, é do inimigo. A morte é ainda um inimigo. A Bí­blia diz que ainda é o último inimigo que será posto de­baixo de seus pés. Graças a Deus, esse dia está vindo, mas você ainda não tem seu novo corpo. Você achará pessoas que crêem que viverão eternamente aqui, na car­ne, mas observe que isso jamais aconteceu. Um amigo discutia comigo a respeito deste ponto de fé e eu repli­quei: "Se o próprio Paulo não conseguiu, talvez seja bom você esquecer isso."
Não posso entender como uma pessoa pode ser tão tola ao ponto de crer que vai viver para sempre na car­ne - no corpo atual. Não, esse corpo vai ser transforma­do. Você não pode viver para sempre com ele. A Bíblia nos fala quando é que ele será transformado: quando Je­sus vier. Em um momento, num piscar de olhos, nossos corpos que então estiverem vivos serão transformados e se tornarão imortais. Até então, temos um poder limita­do sobre a morte.
Após destruir os poderes demoníacos da autoridade que antes possuíam, Cristo "os expôs publicamente e so­bre eles triunfou sobre si mesmo" (Colossenses 2:15). A afirmação de Paulo aqui se refere ao fato de ter Cristo sido elevado acima de Seus inimigos, à destra do Pai; um assunto sobre o qual Paulo escreve no Livro de Efésios, como vimos anteriormente. De novo Paulo está enfati­zando o trabalho do Pai na deposição dos poderes satâ­nicos e na derrota do próprio Satanás.
Em Efésios vimos também que o Filho está assenta­do acima destes poderes e que tem a autoridade do tro­no de Deus. Entretanto, é exatamente aqui que o mun­do eclesiástico tem falhado. Já compreendeu que Jesus Cristo é a Cabeça Suprema da Igreja, no entanto, tem falhado na compreensão de que a Cabeça é totalmente dependente do corpo para a concretização de seus planos; que estamos assentados com Cristo nos lugares celestiais; e que Sua autoridade vigente sobre os poderes do ar tem que ser exercida através do Corpo.
Podemos entender melhor do que nunca o que Jesus queria dizer quando afirmou: "...Tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na ter­ra será desligado no céu" (Mateus 18:18). Isto é exercitar Sua autoridade sobre a terra.
Alguns de nós vislumbramos essa autoridade de vez em quando; alguns de nós como que desajeitadamente a exercitamos sem nos conscientizarmos plenamente do que estamos fazendo. O que me levou a estudar esse as­sunto foi fazer a mim mesmo esta pergunta: "Será que temos autoridade e não temos consciência de que a te­mos?"
Quando comecei a estudar o assunto, descobri que de fato temos autoridade, graças a Deus. Também descobri que o céu nos dará respaldo pelo que recusarmos e pelo que permitirmos. Permitimos uma infinidade de coisas, mas não temos exercitado nossa autoridade. É por isso que as coisas, muitas vezes, são como são: Não temos tomado nenhuma atitude no tocante a elas. Estamos es­perando em Deus e Ele está esperando por nós. Ele não fará nada antes que comecemos a agir.
Houve ocasião em que, orando por pessoas quase à morte, o Senhor me falou: "Vou fazer o que você está me pedindo!' Numa dessas vezes pedi ao Senhor que des­se à pessoa mais dois ou três anos. Ele respondeu-me que o faria simplesmente porque eu o pedia que fizesse. En­tão me disse: "Nenhum pai terreno deseja fazer mais pe­los filhos do que Eu, basta apenas que eles permitam."
Algumas pessoas pensam que Deus é um tirano sen­tado no trono pronto a golpeá-las, a aniquilá-las no mo­mento em que cometerem qualquer erro. Mas este não e um retrato verdadeiro do Pai.
Os planos do Senhor tardam em sua realização, por­que Seu corpo tem falhado em considerar o significado da exaltação de Cristo e o fato de estarmos assentados com Ele à destra do Pai. Temos um papel nisso: deve­mos cooperar com o Senhor, pela fé.
Jesus disse que o Espírito Santo, que vem para habi­tar em nós quando nascemos de novo, nos guiaria em toda a verdade. Um pregador certa vez pegou a Bíblia e a atirou ao chão, declarando que não necessitava dela porque tinha o Espírito Santo. Mas, de fato, precisava da Bíblia, porque você não pode seguir o Espírito Santo em toda a verdade separado da Bíblia.
Quando você vai além da Palavra escrita de Deus, vo­cê já está longe demais. Fique com a Palavra.
A Palavra de Deus tem origem no Espírito de Deus: homens santos do passado a escreveram. A Palavra de Deus é de primordial importância. Mas você não a en­tenderá jamais com sua mente; você deve entendê-la com o coração.
Não ponha o Espírito acima da Palavra. Ponha a Pa­lavra em primeiro lugar e em seguida o Espírito, e esteja a salvo.
O conhecido editor pentecostal Stanley Frodsham, au­tor da biografia de Smith Wigglesworth, ressaltou o fato de que Wigglesworth era, acima de tudo, um homem da Palavra de Deus e, em segundo lugar, um homem cheio do Espírito de Deus. Esta é uma excelente combinação.





























CAPÍTULO 7
As armas de nossa batalha

O cristão deve sempre estar com sua armadura espiri­tual. Efésios 6:10,11 diz: "No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo."
O cristão que enverga sua armadura e se engaja na luta espiritual é perseguido. O diabo fará tudo o que es­tiver ao seu alcance para impedir que o cristão venha a tomar conhecimento da autoridade que tem sobre ele, o diabo. Abrirá luta contra você sobre essa questão mais do que qualquer outra. Então, depois de você ter toma­do conhecimento desta autoridade, ele se oporá a você e tentará roubá-la de você. Haverá provações. Alguns fra­cassarão. O diabo quer que você a deixe escapar de suas mãos e diga que a autoridade do crente não será eficaz para você.
Certa vez, um homem veio falar comigo numa reu­nião em que eu estava pregando sobre esse assunto, e dis­se que a autoridade do crente não dava resultado com ele. Disse-lhe que se isso fosse verdade, Deus era um men­tiroso. (Este homem estava, em essência, chamando Deus de mentiroso.)
Prefiro morrer a dizer que a Palavra de Deus não é eficaz. Se ela não tem efeito é porque eu não a opero eficazmente. Podemos falhar, mas a Palavra de Deus nun­ca falha. Creio que Sua Palavra é verdadeira.
O inimigo resistirá a qualquer interferência sua em seu território, porque ele está exercendo autoridade sobre os poderes do ar, e quer continuar assim. Quando você in­terferir em seu domínio ao exercer sua autoridade espiri­tual, ele concentrará toda a sua força contra você, numa batalha intensa e implacável.
Se você for bem sucedido na resistência aos ataques de Satanás contra seu espírito, os próximos assaltos que ele fará virão contra sua mente, seu corpo, sua família ou as circunstâncias da vida. Talvez seja melhor que vo­cê se prepare para estes ataques, porque eles virão. Em outras palavras, sua posição espiritual privilegiada é amea­çadora.
Nenhuma outra verdade enfrenta tanta oposição quan­to a autoridade do crente. Tenho encontrado pessoas boas a quem o diabo tem tentado - de toda maneira - aniqui­lar. Ou essas verdades lhes foram ensinadas ou eles as tem ensinado a outros. Esforçaram-se para agir de acor­do com elas. Muitas vezes foram destruídos no corpo por­que não podiam ser atingidos no espírito.


COMO PERMANECER IMBATÍVEL

Entretanto, se tivessem tirado proveito da armadura es­piritual que lhes foi dada, o inimigo não poderia tê-los derrotado. Não creio que coisa alguma que venha da par­te do inimigo tenha poder para derrotar qualquer um dentre nós, membros do Corpo de Cristo.
O crente deve estar continuamente vestido com sua ar­madura. O Espírito Santo orou através de Paulo para que os olhos das pessoas fossem abertos no sentido de que tomassem conhecimento dessa provisão que foi feita pa­ra sua própria segurança. A armadura espiritual é des­crita em linhas gerais em Efésios 6:

EFÉSIOS 6:10-17
10. No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor
e na força do seu poder.
11.  Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.
12.  Porque não temos que lutar contra a carne e o san­gue, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.
13.  Portanto tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mal, e, havendo feito tudo, ficar firmes.
14.  Estai pois firmes, tendo cingido os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça;
15.  e calçado os pés na preparação do evangelho da paz;
16.  tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.
17.  Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.

As diferentes partes desta armadura simbolizam as di­versas atitudes espirituais que o crente deve manter. Usan­do esta armadura, o crente está protegido e desimpedido em seu ministério de autoridade. Toda a sua preocupa­ção deve ser a de manter a sua armadura brilhando e bem firme. Agora, observemos mais de perto esta arma­dura:
Em primeiro lugar, como John A. MacMillan ensinou, há um cinturão da verdade que representa uma compreen­são clara da Palavra de Deus. Como o cinto de um sol­dado, esta mantém o resto da armadura em seu lugar.
Segundo, a couraça da justiça. Isto tem dupla aplica­ção: Jesus é nossa Justiça, e nós O colocamos à nossa frente. Também mostra nossa obediência à Palavra de Deus.
Terceiro, nossos pés estão calçados com a preparação do Evangelho da paz. Esta é uma atuação fiel na proclamação da Palavra de Deus.
Quarto, o escudo da fé. Um escudo é uma cobertura para o corpo inteiro. Representa nossa total segurança sob o sangue de Cristo, onde nenhum poder do inimigo pode penetrar.
Quinto, o capacete da salvação, mencionado em I Tessalonicenses 5:8 como a esperança da salvação. A espe­rança da salvação é o único capacete capaz de proteger a cabeça nestes dias de desvirtuamento da verdade.
Sexto, a espada do Espírito que é a Palavra de Deus. Isto mostra que a Palavra de Deus deve ser usada ofen­sivamente. As outras armas são especialmente defensivas, mas a espada - a Palavra de Deus - é uma arma ativa.
Efésios 6:18 diz: "Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos." Você pode ver porque a batalha da oração muitas vezes não surte efeito? Porque não estamos com a armadura. Estamos preparados para a batalha da oração, quando estamos usando a armadura. Quando oramos no Espírito, alcan­çamos nosso objetivo.

























CAPÍTULO 8
Autoridade sobre espíritos demoníacos
E não sobre a vontade

Embora tenhamos autoridade sobre espíritos demonía­cos, não temos autoridade sobre nossos semelhantes nem sobre sua vontade. Muitas vezes, erramos ao pensar que a temos.
Temos autoridade sobre demônios e podemos controlá-los até onde diz respeito a nossas vidas e às vidas de nos­sos familiares, mas nem sempre podemos controlá-los quando a vida de outras pessoas está envolvida, porque a vontade dessas pessoas entra em ação.
Há alguns anos, numa reunião em Oklahoma, minis­trava aos doentes, quando soube por meio de um teste­munho interior que uma pessoa da fila possuía um demônio. Não significava que estivesse possesso - isso é algo totalmente diferente. Estar possesso é estar totalmente tomado - espírito, alma e corpo. Você pode ter um de­mônio em seu corpo sem estar possesso.
Fiquei atento. Quando um determinado senhor, que estava a quatro pessoas de mim, se levantou, sabia que era nele que o demônio estava. Eu não disse nenhuma palavra em voz alta.
É preciso que se entenda uma coisa: embora o diabo, de fato, saiba algumas coisas, ele não sabe de todas as coisas, não é onisciente como Deus. Por meio de seus poderes psíquicos, pode-se ver que o diabo conhece al­gumas coisas. Alguns adivinhadores realmente predizem eventos que vêm a acontecer. O diabo conhece até mes­mo alguns de nossos pensamentos. Como sabemos dis­so? Porque pessoas com capacidade de ler a mente, muitas vezes podem ler sua mente e dizer-lhe o que você está pensando. E não o fazem, entretanto, pelo poder de Deus.
Antes do homem se aproximar do lugar onde eu me encontrava, pensei comigo mesmo: "Vou expulsar esta 'coisa' dele." Não disse nenhuma palavra em voz alta; apenas pensei. Assim que ele ficou de pé no seu lugar, antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele falou. O demônio falou através dele, gemendo numa voz fanhosa e intensa: "Não pode me expulsar! Não pode me expul­sar! Não pode me expulsar!"
Disse: "Posso sim, em Nome de Jesus!'
Ele respondeu: "Não, não pode. Este homem quer que eu fique. E se ele quer que eu fique, eu posso ficar!'
Eu disse: "Você está certo" e deixei que se fosse.



ESPÍRITOS RELIGIOSOS

Vários dias depois, vi aquele homem na rua, eu o parei e comecei a conversar com ele. Não era louco; possuía, normalmente, todas as suas faculdades mentais. Enquanto lhe falava, descobri que tipo de espírito tinha. Era um espírito religioso. As pessoas precisam saber que há tais espíritos. Eles fazem com que as pessoas tenham um ar muito espiritual. De fato, este homem possuía três espí­ritos malignos. Os outros eram: espírito de mentira e es­pírito do engano.
Ele acreditava numa mistura da Bíblia com religiões orientais. Inclinava-se mais para as religiões orientais. Falei com ele sobre isso. Disse-lhe: "Estas crenças não estão nas Escrituras. Não estão de acordo com o Novo Testa­mento!'
Ele replicou: "Com Bíblia ou sem Bíblia gosto disso assim e vou continuar assim."
Então disse-lhe: "No dia em que quiser se livrar des­tes demônios, venha me ver. Mas, enquanto quiser que seja assim, assim será."
Ele respondeu-me: "Bem, é assim que eu quero."

O LIVRE ARBÍTRIO PREVALECE

Você tem que se afastar das pessoas quando elas que­rem que as coisas continuem do modo que estão. Se as pessoas querem viver em pecado, elas podem. Se que­rem ser livres, podem ser livres. Mas, enquanto elas mes­mas não quiserem ser livres, nem Jesus nem ninguém mais pode libertá-las.
Você pode sair por aí indiscriminadamente exercendo autoridade sobre o diabo que está numa outra pessoa. Você tem autoridade sobre sua própria vida e a de sua família. No entanto, não poderá expulsar o demônio de todas as pessoas que encontrar na rua, mesmo que, de fato, estejam com o diabo, porque elas têm autoridade sobre suas próprias vidas. Quando, porém, as pessoas querem ajuda, a questão se torna bem diferente.
É estranho que, algumas vezes, mesmo pessoas cheias do Espírito não queiram ajuda. Em 1954 preguei pela pri­meira vez no estado de Oregon. Proferi meu primeiro ser­mão ali, num domingo à noite, sobre um tema evangelístico. Na segunda à noite preguei sobre fé. Avi­sei que na terça o culto seria de cura.
Naquele tempo, fazia-se uma única fila, tanto para sal­vação como para batismo no Espírito ou cura. Ministrei para eles, um de cada vez.
Aproximei-me de uma mulher. Ela estava acompanha­da de um homem e era ele quem falava pelos dois. Ela não disse uma só palavra. Podia-se ver, só de olhar para ela, que mentalmente não estava bem. O homem disse que sua esposa estava muito nervosa e que tinha passa­do algum tempo num sanatório.
Deixe-me chamar, aqui, a sua atenção para um pon­to. Você não exerce autoridade espiritual simplesmente por si mesmo; você tem que ter a manifestação do Espírito de Deus. É por isso que muitos estão fracassando. Es­tão tentando lidar com espíritos sem a palavra de conhe­cimento ou discernimento de espírito.
Certa vez, quando Jesus me falava a respeito do dia­bo, demônios e possessão demoníaca, Ele usou como exemplo a moça possuída por um espírito de adivinha­ção. Ela seguia Paulo e Silas por toda Filipos "por mui­tos dias", conforme Atos 16:18, dizendo: "...Estes homens são servos do Deus Altíssimo..." (v. 17).
Jesus me fez a seguinte pergunta: "Você sabe por que Paulo não se ocupou daquele espírito no primeiro dia?"
Eu respondi: "Não, realmente não sei. Tenho pensa­do nisso. Por que Paulo, um apóstolo, um homem de Deus, um homem de autoridade, não exerceu autoridade sobre aquele espírito maligno no primeiro dia?"
Jesus disse: "Ele tinha que esperar pela manifestação do Espírito; tinha que esperar até que o Espírito de Deus lhe desse discernimento de espíritos!'
Veja, você pode expulsar o diabo de você e de sua ca­sa, quando quiser. Se uma pessoa está sob a sua respon­sabilidade, você também tem autoridade sobre ela. Mas, quando você sai para fora do seu domínio, os espíritos malignos têm direito de estar lá, porque Satanás é o deus desse mundo!
Esta é a razão pela qual Paulo teve que esperar por muitos dias para libertar a moça possessa. Ele não or­denou ao espírito que a deixasse no primeiro dia em que ela começou a segui-lo. Ele esperou e, quando chegou a hora certa, falou àquele espírito e ele a deixou.
Quando na fila de cura impus as mãos sobre a mu­lher, não vi nenhum espírito, mas tive uma palavra de conhecimento. Naquela época, não tinha o discernimen­to de espíritos atuante em meu ministério, mas tinha a operação da palavra de conhecimento. Quando impus as mãos sobre ela, sua vida passou diante de meus olhos como se eu estivesse vendo uma tela de televisão e fi­quei sabendo de toda a sua história.
Disse a seu marido: "Não vou orar por ela aqui. Leve-a ao gabinete pastoral. Terminado o culto irei até lá com o pastor e ambos conversaremos com vocês." Então ele a levou.
Eu e o pastor fomos até o gabinete. Fiquei sabendo que o marido dela era diácono daquela igreja. Disse-lhe: "Queria que o pastor estivesse aqui como testemunha. Ele dará sua palavra de que nunca me disse nada a res­peito de sua esposa. Não conheço ninguém nesta cidade a não ser este pastor. Jamais vi você nem sua esposa an­tes."
"Vou lhe dizer porque não orei por sua esposa em público. Quando impus as mãos sobre ela, sabia no meu íntimo - pude ver tudo isso num momento - que sua es­posa certa vez ouviu um evangelista dizer que o Senhor havia falado com ele em voz audível. Ela começou a pe­dir a Deus que lhe falasse em voz audível, também."
"O que ela não compreendeu bem foi que o evange­lista não disse que ele estava pedindo a Deus que falasse daquela maneira - ele não pediu a Deus que o fizesse - simplesmente estava esperando de Deus." (Quando vo­cê começa a buscar uma voz audível, o diabo o atende­rá. É errôneo tal comportamento.)
"Demônios começaram a falar com ela", continuei. "Ela começou a ouvir essas vozes que a levaram à lou­cura. Você me disse que ela esteve uma vez num sanató­rio. De fato, ela esteve lá duas vezes, não é verdade?"
O marido respondeu: "Quem lhe disse isso?"
"O Senhor" falei. "Ele também me mostrou que vo­cê levou sua esposa a um culto de cura e o evangelista não pôde libertá-la, então você ficou contrariado com o pregador. Vi, então, através do Espírito, que você a le­vou a um culto cujo dirigente era profeta e não pôde libertá-la e agora você está zangado com o profeta. Eu não poderia fazer por ela mais do que os outros dois anteriores fizeram e você se zangaria comigo. Por esta razão não orei por ela."
"Agora vou lhe dizer porque eles não a libertaram e porque não posso libertá-la: Ela não quer ser liberta. En­quanto ela quiser ouvir estas vozes, vai ouvi-las. Ela não está demente. Ela está ouvindo tudo o que eu estou di­zendo!'
Voltei-me para ela e disse: "Bem, irmã, quando che­gar o momento em que não quiser mais ouvir estas vo­zes, procure-me e eu a ajudarei!'
"Bem", ela disse, "Eu quero ouvir estas vozes."
Então lhe respondi: "Eu sei que você quer!'
Alguém pode dizer: "Bem, talvez ela não soubesse o que falava". Se isso fosse verdade, o Senhor me teria di­to. Eu também ficaria sabendo.
A Bíblia diz, com relação ao ministério de Jesus, que Ele expulsava demônios com Sua Palavra. Também diz que expulsava pelo Espírito de Deus. Não era só a Sua Palavra operando, separada do Espírito de Deus. Leia o capítulo doze de Mateus. Os fariseus estavam acusando a Jesus de expulsar demônios por Belzebu, o príncipe dos demônios (v. 24).
Jesus respondeu: "..se eu expulso os demônios pelo Es­pírito de Deus, é conseguintemente chegado a vós o rei­no de Deus" (v. 28).
Sabemos pela Palavra de Deus que temos autoridade espiritual, mas devemos depender do Espírito Santo como ajudante no exercício desta autoridade. Não podemos fazê-lo por nós mesmos.
Como mencionei anteriormente, se o diabo me ataca, tenho autoridade sobre ele, porque tenho autoridade so­bre minha própria vida. Posso dizer-lhe que saia de mi­nha casa imediatamente. Também posso controlar situações, enquanto as pessoas estiverem na minha pre­sença.
Exemplificando: um pastor, meu amigo de Fort Worth, Texas, foi comigo certa vez a um acampamento na Cali­fórnia em que eu pregava. Sofrerá de diabetes durante muitos anos e tinha que observar sua urina todas as ma­nhãs para determinar a quantidade de insulina que pre­cisaria naquele dia.
Na tentativa de ensinar-lhe uma lição de fé, voltei-me para ele enquanto saíamos de sua casa e lhe disse: "Vo­cê não encontrará açúcar nenhum, enquanto estiver co­migo."
Veja, eu podia controlar aquela enfermidade enquan­to ele estivesse comigo - enquanto ele estivesse em meus domínios. Mas não podia controlá-la, quando estivesse longe de mim. Teria que treiná-lo a exercitar autoridade espiritual por si mesmo.
Olhou para mim como se não acreditasse no que ou­via, mas esteve comigo durante quase duas semanas e não observou nenhum açúcar, embora tenha comido torta e bolo.
"Eu sei que vou achar açúcar hoje", ele dizia. No en­tanto, após fazer o teste dizia: "Isso supera tudo o que já vi em toda a minha vida!" Mais tarde me contou que só começou a achar açúcar de novo, três dias após ter voltado para casa.
Veja, tinha reivindicado autoridade sobre aquela en­fermidade. Embora eu tivesse controle sobre a força ocul­ta, não tinha controle sobre a vontade daquele pastor.
Poderia controlar a força oculta enquanto o pastor esti­vesse na minha presença, e tentei convencê-lo de que po­deria exercer a mesma autoridade, porém, ele não conseguiu. Ele esperava que a diabetes voltasse e foi o que aconteceu. Passaram-se cinco anos até que ele final­mente compreendeu sua autoridade espiritual. (Alguns de nós pregadores, às vezes somos muitos lentos!) Se eu pu­desse ficar com outras pessoas, constantemente, poderia ajudá-las também, mas não posso viver com as pessoas; não tenho tempo.



DESFAZENDO O PODER DO DIABO

Anos atrás, quando meu irmão mais velho se encon­trava prisioneiro do diabo, eu disse: "Satanás, em Nome de Jesus Cristo, desfaço teu poder sobre a vida de meu irmão, e exijo que ele seja liberto e salvo!" Em aproxi­madamente duas semanas ele foi salvo. Estivera tentan­do levá-lo à salvação durante quinze anos, sem resultado algum. Quando tomei esta atitude e exerci minha autori­dade espiritual como crente, funcionou.
Alguém que me ouvia dizer isso, disse que tentaria a mesma coisa para ver se daria resultado. Sabia que não iria dar certo, porque eu não havia tentado - eu havia feito.
Alguns crentes dizem que tentarão algo, pois isso sur­tiu bom resultado com outra pessoa. Se eles estudarem a Palavra de Deus e se revestirem de seus ensinamentos sobre autoridade, funcionará. Mas, se tentarem agir de acordo com a Palavra de Deus sem realmente ter esta Palavra edificada em seus espíritos, o diabo os derrotará profundamente.
Você tão somente terá vitória sobre o diabo num com­bate, quando tiver uma base da Palavra de Deus e esti­ver agindo de acordo com Ela.

PORQUE AS PESSOAS PERDEM A CURA ALCANÇADA

É comparativamente mais fácil receber a cura, quan­do as pessoas estão num lugar onde o nível de fé é alto -  onde há uma concentração de fé - ou onde os dons do Espírito estão em operação, do que numa situação oposta. É isso o que acontece nas grandes reuniões - vi isso acontecer nas reuniões de evangelistas renomados du­rante os dias do Reavivamento de Cura, ocorridos nos Estados Unidos entre 1947-58.
Entretanto, quando estas pessoas voltam para casa, o diabo vem junto com os sintomas mentirosos. As pes­soas não têm fundamentos de fé em si e o diabo traz as mesmas coisas de volta. É por essa razão que você vê pessoas serem libertas de espíritos malignos, enfermi­dades - e de muitas outras coisas - e quando as encon­tra de novo estão no mesmo lugar que estavam antes.
Alguém dirá: "Bem, eles nem mesmo chegaram a ser curados."
Como poderia um aleijado que nunca andara antes andar, se não tivesse sido curado? Se isso não foi cura, o que foi? Como poderia um cego ver - eu os tenho visto fazê-lo - se nunca o tinha feito antes? Como poderia um surdo, que nunca antes tinha ouvido, ouvir?
Estavam todos bem até que chegaram em casa e após duas ou três semanas a cura havia desaparecido. Por que a perderam? Porque não sabiam que tinham autoridade. Não sabiam como preservar a bênção; portanto, não ten­taram exercer autoridade por si mesmos; ou, se disseram alguma coisa, n^o o fizeram apropriadamente.
Tenho visto vítimas de pólio completamente curadas - os pés e as pernas endireitados - e num período de dez dias perderem a cura recebida.
Lembro-me de uma mulher que estivera totalmente pre­sa à cama com artrite, durante três anos. Estava esticada na cama, rija como uma tábua. Ela foi curada instanta­neamente, levantou-se e andou. Seu médico não encon­trou nem vestígio de artrite em seu corpo. Seis semanas depois, ela se encontrava rija como uma tábua novamente. Por que perdeu a cura recebida?
Algumas pessoas dizem: "Eles as hipnotizam." É is­so? Não, as pessoas chegam até a presença de Deus, on­de os dons do Espírito Santo estão operando e, então, é fácil receber a cura. Mais tarde, quando ficam sozinhas, ficam de fato sozinhas.
É por isso que as pessoas precisam aprender da Pala­vra de Deus e dos direitos e privilégios que possuem co­mo crentes. Podem então exercer autoridade por si mesmas, sobre o diabo, enfermidades e circunstâncias.

EXPULSANDO DEMÔNIOS

A Bíblia estabelece diferença entre expulsar demônios e curar enfermos. Freqüentemente, as manifestações físi­cas não reagem à oração e à imposição de mãos, por­que há um espírito maligno envolvido.
Isso aconteceu com uma senhora batista de Nova Orleans. Estava perturbada mentalmente e confinada a uma instituição de saúde. Certo dia, um amigo meu, pastor batista que recebera o batismo com o Espírito Santo, orou por ela. Expulsou sete demônios e ela, imediatamente, ficou bem.
Um professor da universidade, que conhecia este ca­so, usou-o como ilustração em suas palestras. Este fato causou tal impressão nele, que convidou o pastor batista para que discutissem o assunto. Como resultado a espo­sa do professor recebeu o batismo no Espírito Santo. O professor não somente se empenhou em ser cheio do Es­pírito, mas, também, incorporou a seus ensinamentos o fato de que demônios têm mais ação sobre as pessoas do que ele pensava.



OPRESSÃO X POSSESSÃO

Nos anos de 1950, um membro de uma igreja estava numa fila para oração quando percebi que possuía um demônio em seu corpo. Este homem tinha estado em quase todas as filas de oração de evangelistas de reno­me, mas não fora curado, porque este espírito que o es­tava oprimindo precisava de ser cuidado primeiro. Este não era um caso de cura.
Ao orar por ele expliquei às pessoas: "O corpo deste homem está opresso por um demônio. Ele não está possesso por um demônio. Ilustrarei assim: Suponha que você more numa casa construída a quase cem anos e, então, alguém lhe diz: 'Esta casa está com cupim'. Isto não sig­nifica que você esteja com cupim."
"Seu corpo é a casa onde você mora. Se você souber como fazer, manterá o cupim afastado de sua casa ma­terial - e os demônios fora de sua casa física. Eles não ficarão lá se você tomar as devidas precauções".
Ouvi uma vez um psiquiatra cheio do Espírito que doava, voluntariamente, tempo aos hospitais de caridade de sua região. Num sanatório resolveu fazer uma expe­riência com um homem que não falava há três anos. O homem ficava olhando fixamente para a frente, sem ne­nhuma expressão, como uma estátua.
O médico contou: "Impunha minhas mãos sobre ele todos os dias e dizia: "Se houver espíritos malignos aqui, repreendo-os e ordeno a cada um deles que saia no No­me do Senhor Jesus Cristo."
Não havendo outros médicos por perto, este médico impunha as mãos sobre o paciente e orava por ele em línguas, em voz alta, durante cinco minutos por dia. Se outros médicos estivessem por perto, orava silenciosamen­te, usando a sabedoria, sabendo que não entenderiam o que ele estava fazendo.
Após dez dias, o paciente já estava falando e em trinta dias voltou para casa, curado. O médico ajudou outros pacientes, também. Deus honra a fé e o Espírito de Deus sabe como orar. Ele é o autor da oração.

COMO TRATAR COM DEMÔNIOS

Temos que depender do Espírito de Deus para saber­mos quando os demônios estão presentes e como lidar com eles. Ficamos impotentes sem a Palavra e o Espíri­to. Não seja uma pessoa apenas da Palavra, sem o Espí­rito e, também, nao seja uma pessoa somente do Espírito, sem a Palavra. Muitos tentam agir de acordo com a Pa­lavra de Deus, sem o Espírito de Deus. Você tem que possuir a ambos. O Espírito e a Palavra se completam.
Você não terá que lidar com um espírito em todos os casos de cura. Mas se tiver que fazê-lo, o Senhor lhe mos­trará. Vejo Deus como sendo um Ser inteligente; ora, sen­do eu também um ser inteligente, Ele pode me dizer se há um espírito maligno ali. Oriento-me tanto pelo que Ele não diz como pelo que Ele diz. Se Ele não diz nada, não tento lidar com um espírito maligno. Continuo a orar pela cura da pessoa.
O que é estranho é que sendo levado a orar por cura num caso, sou levado, num outro caso aparentemente idêntico, a tratar com um espírito. Não compreendo is­so, mas sei por experiência que assim dá resultado. Você não pode julgar um caso comparando-o com um outro.
Pessoas indefesas precisam ser ajudadas. Algumas ve­zes você pode conduzi-las através da fé que você tem. Mas as pessoas que têm conhecimento - pessoas que são esclarecidas - devem andar na luz do que conhecem. Al­gumas pessoas têm mais conhecimento do que outras. Quanto mais você conhece, mais é exigido de você.
Você pode ser livre da opressão sobre seu corpo e mente. Pode exercer autoridade espiritual sobre outros, en­quanto estiverem na sua presença. Pode exercer autoridade sobre todas as forças ocultas.
Se você aprender a exercer autoridade espiritual assim, obterá resultado também em seu lar. Ouvi de mulheres que exerceram sua autoridade espiritual, quando os ma­ridos descrentes chegavam em casa brigando ou discu­tindo. Elas haviam aprendido como, quieta e calmamente, repreender os espíritos malignos que estavam por detrás daquela situação e exerciam autoridade sobre eles, mo­dificando a situação.
Aprendi como fazer isso há anos, quando pessoas em minha família se iravam em extremo. Simplesmente as­sumia o controle da situação usando da minha autori­dade. Sabiam quando eu o fazia, porque me olhavam com uma expressão assustada e se acalmavam imediata­mente. Não estava exercendo autoridade sobre a vontade deles, mas sobre o espírito que os levava a agir daquela maneira.
Certa ocasião, Jesus disse a Seus discípulos que iria para Jerusalém padecer muitas coisas e morrer. Pedro fez objeção. Jesus imediatamente o repreendeu dizendo: "Para trás de mim, Satanás..." (Mateus 16:23).
Jesus não estava dizendo que Pedro era Satanás. Es­tava dizendo que Pedro, naquele momento, se posiciona­va do lado da dúvida, da descrença e do diabo. Algumas vezes os cristãos, inconscientemente, se entregam ao ini­migo, mas podemos exercer autoridade sobre esse espíri­to.
A Bíblia diz que podemos também exercer autoridade sobre o medo - até mesmo o medo que temos em nossa própria vida. Precisamos saber disso. Entretanto, não é sempre que podemos exercer autoridade sobre o medo na vida de outra pessoa. Tenho podido controlar o me­do enquanto a pessoa está na minha presença não sabendo como se levantar contra ele.
Segunda Timóteo 1:7 diz: "Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação." Observe que a Bíblia diz que o medo é um espírito. Deus nos tem dado um espírito de poder, amor e moderação.
Mesmo quando era um jovem pastor batista, sempre exercia autoridade sobre o medo e a dúvida. Se era ten­tado a duvidar dizia: "Dúvida, eu te resisto no Nome de Jesus!' Se era tentado a temer dizia: "Medo, eu te resisto no Nome de Jesus." A dúvida e o medo o deixa­rão, quando você agir assim.
Temos autoridade até contra os que se opõem à ver­dade.
No Texas havia um ministro pentecostal que morava perto de um policial. Este policial pertencia a uma de­nominação que se opunha, veementemente, ao falar em línguas.
O ministro levou o policial para visitar sua igreja. O policial, então, com ar de deboche, pediu ao pastor que fosse com ele à sua igreja, também. O pastor resolveu ir, porque o policial lhe havia dito que o seu pastor pre­garia sobre línguas estranhas.
Durante o sermão este pastor não baseou nenhuma de suas afirmações na Bíblia, no entanto, falou sobre di­ferentes coisas que ouvira ter acontecido no meio desses "faladores de línguas". Começou a imitar o "falar em línguas". Ao ouvir isso, o pastor pentecostal exerceu au­toridade sobre a situação. O pregador parou abruptamen­te, empalideceu e se sentou sem terminar o sermão.
O policial percebeu o que acontecera. Depois, foi até ao pastor pentecostal, apertou-lhe a mão e o abraçou di­zendo: "Bendito seja Deus, estou contente por Deus o ter interceptado. Ele deveria ter sido mais sensato!'
Na noite seguinte, o pastor se desculpou por falar sobre um assunto do qual não tinha suficiente conhecimen­to. Disse que se sentia como se Deus o tivesse amarrado e acrescentou que é melhor deixar as coisas como estão, quando não se sabe muito sobre elas.

RESISTI AO DIABO

Freqüentemente nos apercebemos que certas provações em nossas vidas são trabalho do inimigo e pedimos a Deus que o repreenda alterando as circunstâncias para nós. Entretanto, a Palavra de Deus nos fala para nós mes­mos repreendermos o inimigo. Tiago 4:7 nos diz: "Re­sisti ao diabo e ele fugirá de vós." A autoridade sobre o diabo nos pertence. A responsabilidade é nossa.
Se resistirmos ao diabo ele fugirá de nós. A Bíblia não diz: "Peça a alguém para resistir ao diabo para você"; diz que nós devemos resistir ao diabo. Muitos de nós fi­camos preguiçosamente sentados, esperando que Jesus fa­ça alguma coisa, quando cabe a nós resistir ao diabo. Por quê? Porque temos autoridade para isso! (Sempre queremos que alguém faça a tarefa que é nossa.)
Naturalmente, vamos sempre ter bebês espirituais e de­vemos ajudá-los com nossa fé, mas alguns de nós deve­mos crescer o suficiente para poder ajudar no cuidado com os bebês e não deixar que o pastor faça tudo sozi­nho.
As adversidades existem, porque nós permitimos que sejam assim. Mateus 18:18 diz: "Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu".
Assim é na versão de Almeida. Gosto de uma outra tradução, que li certa vez e que diz: "Todas as coisas que recusardes serem permitidas na terra serão recusadas a serem permitidas no céu".
Exerça sua autoridade!



 CONTRACAPA

"Temos uma autoridade da qual não temos conhecimento - que não descobrimos - de que não estamos nos utilizando?"
Rev. Kenneth Hagin Fez a si mesmo esta pergunta quando era um jovem pregador. "Tivera lampejos de autoridade espiritual vez ou outra", ele escreve em A Autoridade do Crente, um best-seller.
"Como tantos outros havia tropeçado nela e a exercitara sem saber o que estivera fazendo." "Como resultado de estudos concluí que nos, como Igreja, temos autoridade sobre a terra da qual nunca tomamos plena consciência.
"Alguns de nos mal tem tocado nas orlas dessa autoridade, antes, po­rém, da volta de Jesus, haverá um grande grupo de crentes que se levan­tará com a autoridade que lhe pertence... e farão a obra que o Senhor pretendia que fizessem.”

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